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4 de mai. de 2010

Caicó: Promotor de Justiça denuncia situação do "Pereirão" e critica o secretário Leonardo Arruda

Foto: Divulgação
Promotor Geraldo Rufino critica omissão do Governo do Estado


O governador Iberê Ferreira também deveria se preocupar com a situação em que se encontra o presídio estadual de Caicó, o “Pereirão”.

O presídio está completamente abandonado, segundo denunciou à imprensa caicoense na semana passada o promotor Geraldo Rufino Júnior.

Geraldo disse que o Ministério Público já comunicou o fato ao Governo do Estado e no ano passado entrou com uma ação civil pública solicitando providências à Secretaria de Interior, Justiça e Cidadania.

“Mas até agora nada foi feito, nenhuma providência foi tomada pelo Governo do Estado e a situação do presídio de Caicó é cada vez pior”, enfatizou Geraldo Rufino.

Ele não poupou críticas ao secretário Leonardo Arruda e ao coordenador do Sistema Penitenciário do Estado, José Deques.

“Se tinha no seu computador o nome do presídio de Caicó o coordenador José Deques deletou. Já o secretário Leonardo Arruda nunca deve ter tido em seu computador o nome do presídio de Caicó. A verdade é que a penitenciária de Caicó está indigna de um preso morar”, disparou Geraldo Rufino.

Interdição – Diante da situação de precariedade em que se encontra a penitenciária estadual de Caicó uma das saídas pode ser o pedido de interdição do presídio.

Um laudo do Corpo de Bombeiros, encaminhado à Justiça de Caicó, sugere que o presídio seja interditado.

Em contato com o blog, o promotor Geraldo Rufino admite que a interdição é cabível, mas questiona: “E para onde irão os presos que lá estão?”.

Para o promotor, o problema está nas mãos do Governo do Estado, que é o responsável pela administração do presídio caicoense. Ele também critica a inércia dos políticos caicoenses em relação ao assunto.

“É preciso que a classe política pressione o Governo do Estado no sentido de que providências urgentes sejam adotadas para a recuperação do presídio de Caicó. Isso é uma vergonha”, enfatiza Geraldo Rufino.

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