Fotos: Assecom/Garibaldi
Antes de entrar no auditório do Imirá Hotel, nesta segunda-feira(15), para o congresso estadual do PMDB, o senador Garibaldi Filho(Foto) foi abordado por um grupo de jornalistas.Na entrevista coletiva improvisada, foram abordados temas como as eleições 2010, o encontro do PMDB e o caso dos boletins secretos no Senado.
Garibaldi Filho defendeu apuração dos fatos e punição para os culpados. “Eu estou disposto a cooperar com isso no sentido de esclarecer o que for necessário quanto à minha administração”, afirmou.
Ainda na entrevista, Garibaldi respondeu à indicação – feita por Eliseu Padilha – de que ele e o deputado federal Henrique Eduardo são bons nomes para concorrer à presidência da República.
Confira a íntegra da entrevista concedida por Garibaldi Filho aos jornalistas:
Pergunta - Como vê o encontro estadual do PMDB?
Garibaldi Filho - Eu estou vendo com muita naturalidade. O partido está fazendo como todos fazem. Está discutindo primeiro nos bastidores. Está se ouvindo primeiro, ouvindo as bases, os companheiros, para decidir depois. Eu acho isso um encaminhamento que sempre foi dado às questões de natureza política.
P - O senhor será candidato à reeleição ou pensa em ser candidato a governador?
GF - Não. Não tenho nenhuma pretensão de ser candidato ao governo do Estado. Eu já fui governador duas vezes, já disputei a eleição três vezes e não tenho nenhuma aspiração de ser candidato a governador. Acho que isso deve ser entregue àqueles outros companheiros que ainda não tiveram a experiência ainda de disputar um governo; àqueles que não viveram essa emoção, essa alegria.
P - Há possibilidade do PMDB ter candidatura própria?GF - Há possibilidade se tiver um candidato. Se não tiver um candidato viável, que empolgue e que esteja disposto e de terminado a assumir, eu acho que o PMDB não deve ter. O ideal seria o partido ter uma candidatura própria porque o partido se sentiria mais fortalecido com isso.
P - Eliseu Padilha defende uma candidatura própria do PMDB à presidência da República. E disse que o seu nome e o do deputado Henrique eram boas indicações para essa disputa. O que o senhor acha disso?
GF - O ex-ministro disse isso porque está aqui (risos). Foi uma homenagem aos norte-rio-grandenses. Ele quis homenagear os norte-rio-grandenses. Se ele chegar à Paraíba, ele vai lançar paraibanos. Que ele não me ouça porque vai parecer que eu estou sendo muito mal agradecido.
P - Sua tendência, hoje, permanece no sentido de apoiar a senadora Rosalba Ciarlini para o governo em 2010?
GF - A minha tendência, a minha simpatia - a esta altura – não interessa tanto. Porque a gente tem de caminhar com objetividade para uma solução de consenso. Uma solução que não divida o partido. Não podemos permitir que um partido como este fique dividido.
P - Como o senhor está acompanhando as declarações do ex-diretor do Senado, Agaciel Maia?
GF - Eu acho que tudo deve ser apurado. Que deve se aproveitar essas denúncias que foram renovadas e apurar tudo isso. Não podemos ficar no campo da denúncia, só da hipótese. Vamos apurar. Quem for imputado como culpado, deverá pagar. O Senado não pode permitir a impunidade. E eu estou disposto a cooperar com isso no sentido de esclarecer o que for necessário quanto à minha administração. Eu acho que todos devem colaborar para salvar a imagem, o conceito do Senado Federal.
P - Houve má-fé de Agaciel Maia ao praticar atos sem o seu conhecimento, já que o senhor diz que desconhecia esses atos?
GF - Quem praticou isso usou de má-fé. Porque, que eu saiba, o Senado não precisava esconder os seus atos. Não posso acusar ninguém. O que posso dizer é que quem fez algo escondido, algum ato assim, realmente deve ser punido.



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