O Jornal de Hoje, edição deste sábado/domingo, publica entrevista com o filho mais velho do ex-ministro Aluízio Alves, Aluízio Alves Filho(foto).É uma entrevista interessante, na qual o filho mais velho de Aluízio Alves aborda questões políticas e empresariais envolvendo a família Alves.
Ele finaliza o livro “Lições que aprendi com ele”, sobre a vida do ex-governador Aluízio Alves, seu relacionamento com o pai, as dificuldades das empresas, a participação na política, disputa pelo poder e a divisão da família Alves.
Livro será lançado em Natal no final de novembro e será prefaciado pelo ex-senador Geraldo Melo.
O blog reproduz trechos da entrevista de Aluizinho ao jornalistas Ivo Freire e Joaquim Pinheiro:
Piores momentos da vida
"Estou com 63 anos de idade. Desde que saí da TV Cabugi vivo os piores dias da minha vida. Nos últimos cinco anos vivo uma verdadeira provação. Não me sinto abandonado, mas afastado da família, talvez por causa da minha separação, o que não acontece com Henrique Eduardo e Carlos Eduardo, por exemplo, que também são desquitados e têm outro casamento. Alguns pensam que por ter sobrenome Alves não enfrentamos dificuldades como os demais humanos”.
Sobre política
“Vou adiantando que não sou candidato a nada. Já tem muitos Alves na política. Uns com merecimento, outros nem tanto. Política é muito difícil de fazer. Imagine Garibaldi Filho que não conseguiu reeleger um sobrinho vereador em Natal. Wilma de Faria derrotou quase todos juntos quando se lançou candidata ao Governo do Estado. Hoje, ela, junto com quase todos, perdeu. Eu não poderia ser candidato por que não entendo o que leva o povo a estar uma hora do lado de uma pessoa e outra hora não estar. Acho que os políticos deveriam ouvir a voz do povo também fora do período da eleição. Vou me desfiliar do PMDB por que hoje sua maneira de fazer política não é o que aprendi com o meu pai".
Mágoas e decepção
"Tenho algumas. Existem mágoas que serão reveladas. Mas o pior é a decepção que machuca e traz de volta um filme que não queríamos ver. Os irmãos estão unidos, mas eu estou distante. Tem coisas que não entendo. Como a briga de Ana Catarina com meu pai e ela foi buscar o apoio de José Agripino. Ela e Henrique foram candidatos a prefeito de Natal numa campanha sofrida. Meu pai elegeu Ismael Wanderley deputado federal. Depois ele foi para Wilma. Outra coisa: Agnelo ao lado de Aluízio quase toda a vida. Outro dia foi para o lado de Wilma de Faria. Meu pai não merecia isso. Vou esperar a resposta deles ou a resposta do povo de Natal como verdade. Considero Garibaldi Alves, tia Neuza e José Gobat as grandes figuras da família Alves. Zé Gobat, por ser o melhor, não está mais com a gente".
Ainda na entrevista ao JH, Aluízio Alves Filho assinala que os amigos ficaram no meio do caminho. “Atualmente quando meu telefone toca é ou é meu filho, meu advogado Ezequias ou cobranças", afirma Aluizinho.



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