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1 de nov. de 2011

Em pronunciamento no Senado, Paulo Davim sugere pacote de medidas para financiamento da saúde

Foto: Agência Senado
Em mais um pronunciamento no Senado Federal, o senador Paulo Davim(foto) defendeu nesta segunda-feira(31) que o governo federal edite uma medida provisória com um "pacote de bondades" destinando mais recursos públicos para a saúde. “Uma  área que recebe menos dinheiro do que deveria”, disse Davim.

De acordo com a proposta do senador do PV, o governo deveria tributar os cigarros e as bebidas, destinando à saúde a arrecadação extra, além de 15% do valor arrecadado com as multas de trânsito e ainda um percentual do montante obtido com a exploração de petróleo na camada pré-sal. 

“Outras medidas criativas que possam aumentar o financiamento da saúde pública também poderiam ser adotadas pelo governo federal”, enfatizou o parlamentar potiguar.

Uma providência a ser tomada, segundo Davim, é a elaboração de um programa ousado de política de recursos humanos para a saúde, com a criação de uma carreira de estado específica.

“Isso evitaria que o setor fique refém da terceirização, que é uma excrescência do serviço público”, afirmou o senador verde.

Paulo Davim assinalou que de todos os problemas da saúde pública brasileira, o primeiro e mais grave é o subfinanciamento. 

Também contribuem para o caos na saúde, conforme Davim, a questão da gestão, que precisa ser profissionalizada, competente e austera; e a ausência de políticas de recursos humanos, que não estimulam a identificação dos profissionais com seu local de trabalho e não garantem justa remuneração.

“Não adianta justificar o estado da saúde pública do Brasil apenas pela má gestão. O principal problema é o subfinanciamento do sistema”, argumentou Paulo Davim.

Dados citados por Davim apontam que o Brasil investe menos que outros países da América do Sul na saúde, com o equivalente a 4% do Produto Interno Bruto (PIB).

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