Foto: Divulgação
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fez 66 anos na última quinta-feira, foi diagnosticado com um tumor localizado de laringe (veja infográfico abaixo) depois de realizar exames neste sábado, 29, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Ele foi internado após reportar ao cardiologista Roberto Kalil que sentia dor na garganta e apresentava rouquidão. O médico o aconselhou, então, a ir ao hospital para ser examinado.
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Após avaliação multidisciplinar, foi definido tratamento inicial com quimioterapia. O boletim médico divulgado pelo hospital informa que Lula está bem e deverá realizar o tratamento em caráter ambulatorial. Isso significa que ele não precisa ficar internado durante o tratamento.
O ex-presidente foi submetido hoje a uma intervenção cirúrgica para a realização de uma biópsia do tumor encontrado em sua laringe. Identificado em estágio inicial, o tumor tem entre 2 e 3 centímetros e é considerado de tamanho médio. Lula passará por três ciclos de quimioterapia, começando o primeiro na segunda-feira, 31. Os ciclos ocorrerão em intervalos de 20 dias. O tratamento deve durar três mses.
A equipe médica que assiste o ex-presidente é coordenada pelos médicos Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Artur Katz, Luiz Paulo Kowalski, Gilberto Castro e Rubens Neto. O oncologista Paulo Hoff afirmou que o prognóstico para o tipo de câncer apresentado por Lula é "muito bom".
Segundo a assessoria de imprensa do ex-presidente, Lula deixa o hospital ainda hoje rumo à sua residência, em São Bernardo do Campo.
Minutos depois da divulgação da notícia, usuários do Twitter criaram a hashtag #ForçaLula, com mensagens de apoio ao ex-presidente. O assunto já é um dos mais falados na rede social.
No mesmo hospital foi tratada com sucesso a atual presidente, Dilma Rousseff, de um linfoma não-Hodgkin, em 2009.
Lula chegou ao poder em 2003 e, em 1º de janeiro de 2011, entregou a faixa presidencial a Dilma, vencedora das eleições.
Nos últimos meses, Lula viajou para dezenas de países e recebeu homenagens pelo seu empenho na luta contra a pobreza e a fome.
Fonte: Jornal O Estado de S.Paulo




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