Foto: Agência Senado
O senador Paulo Davim(Foto) fez pronunciamento no plenário do Senado nesta terça-feira(16) abordando a questão da corrupção no Brasil e declarando o seu apoio às ações da presidenta Dilma Rousseff no combate aos atos da malversação dos recursos públicos.
“Registro meu respeito e total apoio à postura da presidenta Dilma Roussef que tem demonstrado intolerância e coragem para enfrentar quaisquer indícios de corrupção no seu Governo”, disse Davim.
Segundo o senador verde, a corrupção age nas sombras e na clandestinidade. “Ela é deletéria, sobrevive como um verme e se alimenta da impunidade e da pusilanimidade de alguns caráteres. A corrupção é fluida, diáfana, age às sombras e na clandestinidade”, assinalou Davim.
Paulo Davim relatou que inegavelmente há uma perversa relação entre a desigualdade social e a corrupção no Brasil.
“Existe uma relação perversa entre a corrupção e a desigualdade social, sobretudo num país como o nosso, onde 16 milhões de brasileiros e brasileiras sobrevivem abaixo da linha da pobreza, com uma ignóbil renda mensal de R$ 70,00”, ressaltou o senador.
Continuando no seu pronunciamento, Davim frisou que a banalização dos atos ilícitos fez com que a corrupção se transformasse numa praga nacional.
“A banalização dos atos ilícitos, a má versação do erário e a costumeira falta de compromisso com o que é público transformaram a corrupção numa verdadeira praga nacional, numa erva daninha que sufoca e corrói a nação e escurece o céu da pátria. Há muito o povo brasileiro anseia por moralização”, vaticinou o senador potiguar.
Acrescentando: “E não venho dizer aqui nesta Tribuna que a corrupção é uma questão de índole nacional, como alguns equivocadamente querem nos fazer acreditar. Seria, no mínimo, uma grosseria e um desrespeito à imensa maioria de brasileiros trabalhadoras e trabalhadores honestos, cumpridores de seus deveres”.
Paulo Davim lembrou que a firmeza da presidente Dilma Rousseff no combate à corrupção não tem nenhuma relação com a onda de denuncismo ou factoides que às vezes são produzidos.
“Obviamente que a firmeza da presidenta Dilma Rousseff nada tem a ver em dar atenção à onda de denuncismos ou factóides que possam vir a ser produzidos. Admiro sua postura por possibilitar abrir um canal de apuração dos fatos e disposição para responsabilizar os culpados, se assim for necessário”, enfatizou o líder do PV no Senado.
Nem tudo está perdido
Paulo Davim fez referência a um projeto de lei apresentado por ele no primeiro semestre que passa a considerar também como crimes hediondos os que relacionados ao patrimônio, bens, valores e recursos públicos destinados à saúde.
“Apresentei no primeiro semestre do meu mandato um projeto de lei que modifica a Lei nº 8.072 de 1990, dos Crimes Hediondos, que acrescenta ao seu texto, dispositivo que passa a considerar também como crimes hediondos aqueles envolvendo patrimônio, bens, valores e recursos públicos destinados à saúde. Por acreditar que no momento em que alguém desvia recursos da saúde está condenando, ou pelo menos possibilitando, a morte de alguém menos favorecido”, afirmou Davim.
O senador do PV assinalou ainda que nem tudo está perdido enquanto houver esperança. E disse acreditar nos homens e mulheres que sonham com uma verdadeira democracia.
“Acredito que nem tudo estará perdido, enquanto houver esperança. Não a esperança pacífica e conformista. Mas a esperança que é capaz de mudar, sobretudo nas provações e nas adversidades”, enfatizou Paulo Davim.
E concluiu: “Minhas convicções não se deixam abater pela inegável realidade de corrupção em que vivemos. Costumo dizer que sou primordialmente um otimista e que acredito na humanidade, acredito no meu país e em muitos homens e mulheres públicos que, assim como eu, sonham com uma verdadeira democracia, alicerçada em conceitos e práticas republicanas para a conquista de direitos, de mais igualdade e desenvolvimento social”.




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