Fotos: Assecom/Fiern
Presidente da Fiern, Flávio Azevedo, concedeu entrevista coletiva à imprensa...
...e rebateu as declarações do chefe da Casa Civil do Governo, advogado Paulo de Tarso
O presidente da Fiern, empresário Flávio Azevedo, rebateu as declarações feitas pelo secretário da Casa Civil do Governo do Estado, Paulo de Tarso, publicadas no jornal O Poti deste domingo(3).
Em entrevista coletiva à imprensa, nesta segunda-feira(4), Flávio Azevedo foi enfático: “As declarações de Paulo de Tarso foram infelizes, equivocadas e fora da realidade”.
Segundo o presidente da Fiern, as colocações “indevidas” do chefe da Casa Civil exigiram um posicionamento da FIERN. “Não poderíamos deixar de fazer os esclarecimentos à imprensa e à sociedade”, frisou Flávio.
Segundo o presidente da Fiern, as colocações “indevidas” do chefe da Casa Civil exigiram um posicionamento da FIERN. “Não poderíamos deixar de fazer os esclarecimentos à imprensa e à sociedade”, frisou Flávio.
Disparando: “Os conceitos emitidos pelo secretário revelaram desconhecimento de causa que surpreendem por se tratar de alguém no exercício de um cargo público de tamanha responsabilidade e de um advogado com renome e cultura. Ele não tinha o direto de desconhecer fatos e preceitos constitucionais”.
Desconhecimentos
O presidente da FIERN ressaltou que um desses desconhecimentos ficou nítido no momento em que o secretário apontou que a Federação teria feito lobby para se opor ao Proimport (Programa Público de Apoio às Importações do Exterior e Desenvolvimento Portuário e Aeroportuário do Rio Grande do Norte).
De acordo com Flávio, a Fiern nunca deixou de reconhecer que a melhoria do Porto e a construção de um novo Aeroporto são fatores de desenvolvimento para o Estado. “Mas também não se pode desconhecer que a importação não gera emprego no Rio Grande do Norte”, disse o presidente da Fiern.
Acrescentando: “Ao contrário, a entrada de bens importados, muitas vezes, impede a fabricação de produtos no país. A importação com incentivos bloqueia, assim, a indústria nacional porque impõe barreiras à competitividade. Não é incentivando uma atividade predatória que se vai desenvolver o Rio Grande do Norte”. Para Flávio, o que o Porto de Natal precisa é de infraestrutura para assegurar uma operação adequada.
Além disso, explicou o empresário, o projeto para incentivos à importação que foi enviado pelo governo à Assembléia Legislativa era semelhante a outros programas contestados no Supremo Tribunal Federal.
“Tanto que, logo depois da proposta chegar à Assembléia, o STF decretou a inconstitucionalidade do programa”, lembrou ele.
Flávio destacou que quando foi convidado a participar na Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia de uma discussão sobre o Proimport a Fiern levou essas preocupações de forma legitima.
Flávio destacou que quando foi convidado a participar na Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia de uma discussão sobre o Proimport a Fiern levou essas preocupações de forma legitima.
“A posição da Federação foi colocada publicamente, com argumentos seguros e fortes. Não houve lobby. Houve participação num debate, como assegura a Constituição ao garantir a presença das entidades de classe nas discussões de projetos e programas que tenham repercussões econômica e social”, enfatizou Flávio Azevedo na entrevista coletiva.




0 comentários:
Postar um comentário