Foto: Waldemir Barreto(Agência Senado)
Em novo pronunciamento no plenário do Senado Federal nesta quarta-feira(4), o senador Paulo Davim(foto) voltou a alertar para a necessidade de aprofundamento das discussões sobre o novo Código Florestal (PL 1876/99), antes de sua votação na Câmara dos Deputados.
O senador considera indispensável um prazo maior para se debater o tema, para que a nova lei a ser criada seja "eficaz e duradoura" e não venha a ser objeto de futuros questionamentos na Justiça.
“A legislação brasileira, da qual eu me orgulho, é considerada uma das mais avançadas no tocante à proteção ambiental. O que está lá no texto é um retrocesso e vai expor nosso patrimônio ecológico e ambiental e vamos pagar um preço muito alto por isso”, afirmou Paulo Davim.
E acrescentou: “Uma matéria como o Código Florestal não pode ser votada precipitadamente, isso é uma temeridade”.
Na avaliação de Paulo Davim, não haveria necessidade de grandes alterações no Código Florestal. Ele classificou de retrocesso as modificações propostas no relatório do deputado Aldo Rebelo, que levaria a graves danos o patrimônio ecológico-ambiental brasileiro.
Na visão do parlamentar do PV, a aprovação do texto de Aldo Rebelo levaria a uma perda de biodiversidade tanto de espécies da fauna quanto da flora brasileiras, impossibilitando até as pesquisas para o desenvolvimento de pesquisas de novos medicamentos para a indústria farmacêutica.
“Milhares e milhares de medicamentos e de vacinas são extraídos da nossa biodiversidade. É por isso que a gente defende com tanto afinco o nosso ecossistema, porque, se temos as mazelas da natureza, a própria natureza oferece o antídoto e, no futuro, a gente vai precisar lançar mão desse arsenal desconhecido que temos nos nossos biomas”, enfatizou Davim.
Em aparte, o senador Antonio Carlos Valadares manifestou seu apoio ao discurso de Paulo Davim.




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