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28 de mai. de 2011

Presidente do Supremo afirma que Judiciário precisa entender que "jornalista não é inimigo"

 Deu no Portal G1

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, defendeu a liberdade de atuação da imprensa no Brasil nesta sexta-feira (28) e falou sobre o papel da imprensa de aproximar a sociedade do Judiciário. Para ele, é importante que jornalistas e juízes aprendam juntos e tenham um relacionamento “respeitoso”.
 “O Judiciário talvez seja o menos conhecido dos três poderes. [O juiz] tem que aprender que jornalista não é inimigo. Nós tínhamos muito medo da imprensa e mantínhamos uma distância que considerávamos saudável. Essa cultura vem mudando vigorosamente. Os juízes hoje estão entendendo melhor o papel da imprensa”, disse Cezar Peluso(foto).

Peluso e outros ministros do STF participaram da abertura do fórum “Liberdade de Imprensa e Poder Judiciário”, promovido pelo STF e pela Associação Nacional de Jornais (ANJ).

O evento reuniu juristas, parlamentares e organizações sociais da América Latina e comunicadores e a diretoria da ANJ, entre eles o vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho.

“Precisamos ser mais comunicativos e talvez imprensa possa ser um pouco mais indagativa na compreensão das coisas do Judiciário”, concluiu o presidente do STF.

O diretor da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, sigla em espanhol), Julio Muñoz, fez críticas à relação entre imprensa e o Judiciário brasileiro. Segundo ele, lei e norma que garantem a liberdade de atuação da mídia têm evoluído nas Américas, mas no Brasil, afirmou Muñoz, a Justiça ainda impõe alguma censura.

Ele citou o caso do jornal “O Estado de S.Paulo”, proibido pela Justiça, há dois anos, de ter acesso a documentos de investigação sobre o empresário Fernando Sarney.

“Existe a censura prévia imposta por algumas autoridades da Justiça. [O caso de] 'O Estado de S. Paulo’ representa, sem dúvida, uma mancha negra na imprensa da democracia”, afirmou o diretor da entidade.

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Do blog - O Judiciário tem que entender que os magistrados não são infalíveis, que eles cometem excessos e ao cometerem erros acabam sendo notícia, como qualquer outro segmento da sociedade. O problema é que boa parte dos magistrados ainda acha que está acima do bem e do mal e isso não é verdade. Aliás, eles estão nos seus postos para julgar com imparcialidade todos os casos que chegam aos seus gabinetes. E ganham muitíssimo bem pelo seu trabalho. Jornalista não é para ser inimigo de ninguém, de nenhum poder, de nenhum sindicato ou quaisquer segmentos sociais. É evidente que a imprensa também comete excessos e, quando isso ocorre, deve sofrer as penalidades da lei. Agora, censurar a imprensa não é o melhor caminho e é um atentado ao Estado Democrático de Direito. Abaixo a censura!

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