O PMDB conseguiu colocar no primeiro escalão dilmista o senador Garibaldi Alves (RN), apesar de o futuro ministro da Previdência contar com pouca simpatia do presidente Lula.
A relação entre Garibaldi e Lula foi desgastada devido aos embates travados com o governo quando o político potiguar comandou o Senado, em 2008.
O principal atrito foi em relação ao excesso de medidas provisórias, que classificava como interferência do Executivo no Legislativo. Ele chegou a devolver algumas matérias.
Garibaldi nem sempre votou com o governo e, em 2005, durante o escândalo do mensalão, foi relator da CPI dos Bingos, que os governistas apelidaram de "CPI do fim do mundo".
Apesar disso, nas eleições deste ano, subiu no palanque de Dilma Rousseff. Sua indicação teve o apoio do senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
Ontem, minutos após ser convidado pela presidente eleita, Garibaldi demonstrou ter pouca intimidade com a pasta e reconheceu não saber o rombo no setor -que pode chegar a R$ 42,5 bilhões no fim do ano.
"Se eu me encantar com o tecnicismo pode ser até que eu me transforme em um técnico", disse.
Garibaldi disse que vai se empenhar por uma reforma na gestão, mas que a decisão sobre reforma na legislação previdenciária ainda precisa ser mais discutida.
Fonte: Folha de S.Paulo




Câmara Cascudo dizia que "o melhor do Brasil é o brasileiro" e eu afirmo: o melhor da nomeação de Garibaldi ministro é a ida de Paulo Davim pro Senado. Afirmo sem medo de errar: aquela casa não tem ninguém mais ético, dinâmico e probo do que nosso futuro senador.
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