Após análise por parte de sua Assessoria Jurídica, o Procurador Geral de Justiça, Manoel Onofre Neto, fixou o prazo de 10 dias para que a direção do Partido Verde se pronuncie sobre o pedido de renúncia do deputado estadual Gilson Moura.
Os Promotores da Assessoria Jurídica do MP esclarecem que para poder abrir um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) é preciso inicialmente buscar mais esclarecimentos que sustentem as denúncias.
Neste sentido, o Ministério Público pede mais detalhes ao deputado Nélter Queiroz sobre a representação feita por ele.
Apenas depois de analisar os esclarecimentos é que o MP decidirá se abrirá o PIC ou não.
O Procurador Geral de Justiça deve pedir outras providências com o objetivo de colher mais informações sobre o caso.
Pedido de Nélter
O deputado Nélter Queiroz pediu ao MP que investigasse os motivos que levaram Gilson Moura a renunciar ao seu mandato.
Em entrevista ao blog, na última quinta-feira(4), Nélter estranhou a renúncia de Gilson.
“Aparentemente não há nenhuma razão que justifique a atitude de Gilson Moura em renunciar ao seu mandato de deputado”, declarou Nélter no ofício encaminhado ao Ministério Público.
E acrescentou: “Talvez haja um acordo com o suplente em troca de apoio eleitoral, mas esse acordo parece que só pode ser cumprido com o pedido de licença de 120 dias, como determina o Regimento Interno da Assembléia”.
De acordo com o deputado do PMDB, pode ter havido um acordo de ordem eleitoral entre Gilson Moura e o seu suplente, Sargento Siqueira.
Siqueira é quem vai assumir o mandato de deputado com a renúncia de Gilson.
Por seu lado, Gilson Moura diz que renunciou ao seu mandato para cuidar de uma irmã que está com câncer.



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