“A derrota de Rogério Marinho me deixou frustrado e muito triste”.
A frase foi dita ao blog pelo senador João Faustino(PSDB).
João considera uma injustiça a derrota de Rogério. “Se há um deputado federal que mereceria continuar na Câmara Federal, esse deputado era Rogério Marinho”, enfatizou.
O senador tucano acha um absurdo a lei que permite a eleição de um parlamentar que obteve menos votos do que outros, o chamado coeficiente eleitoral.
“O coeficiente eleitoral é um absurdo. Como pode Rogério Marinho obter 105 mil votos e perder a eleição para alguém que recebeu 55 mil votos? Essa lei tem que mudar”, afirmou Faustino.
Ele se refere ao fato de Rogério Marinho ter obtido nas urnas 105.422 votos e ter perdido a vaga para o vereador Paulo Vagner(PV), que conseguiu apenas 55.086 votos.
Mesmo assim, Paulo Vagner foi eleito para a Câmara Federal deixando Rogério de fora.
Na opinião de João Faustino, é preciso que haja uma reforma política urgente no País. “Se José Serra for presidente a reforma política sairá do papel”, assinalou o senador tucano.
Ele é favor do voto distrital, do financiamento público de campanha e do fim do instituto da reeleição.
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Do blog – Realmente é um absurdo um candidato obter 105 mil votos e perder a vaga para outro que teve a metade dos votos. Imagine o que Rogério Marinho gastou na campanha, o trabalho que teve para visitar o Estado todo, as muitas pessoas que se doaram na sua campanha e não ser reeleito mesmo obtendo o dobro dos votos de Paulo Vagner? Não deixa de ser uma tremenda injustiça. A mesma coisa aconteceu com o deputado estadual José Adécio. Ele obteve 35.226 votos e não foi reeleito. Cinco candidatos que tiveram menos votos que ele foram eleitos.



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