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14 de set. de 2010

Enaltecer ou condenar pesquisa ou instituto pode ser uma faca de dois gumes para os candidatos


É engraçado as reações dos candidatos e assessores em relação aos números das pesquisas.

Se os números forem favoráveis, os candidatos e assessores ficam eufóricos e elogiam o instituto que fez a sondagem.

Se o resultado for desfavorável, aí o instituto não presta, foi comprado, fica sob suspeita.

É o caso, por exemplo, do candidato do PSB ao Governo do Estado, Iberê Ferreira, e de seus assessores.

Eles caíram de pau em cima do Ibope em razão do instituto haver apontado uma vantagem significativa de Rosalba Ciarlini, candidata do DEM, sobre Iberê.

Os iberezistas levaram o assunto até para o programa do guia eleitoral, na tentativa de desqualificar a pesquisa Ibope.

Em contrapartida, a campanha de Iberê enaltece o instituto Start por ter apresentado uma diferença menor entre a candidata do DEM e o candidato do PSB.

E o mais hilário é que os marketeiros de Iberê divulgaram os números do Start no programa eleitoral do candidato, mesmo apontando para a vitória de Rosalba no primeiro turno.

E se na próxima pesquisa o Ibope apresentar um resultado favorável a Iberê? Ele vai acreditar?

E se o instituto Start apresentar na sua próxima pesquisa um resultado desfavorável a Iberê? Ele vai desqualificar a pesquisa que hoje diz acreditar?

Enaltecer ou condenar esse ou aquele instituto, essa ou aquela pesquisa, pode ser uma faca de dois gumes para os candidatos.

É melhor ficar calado, estudar os números e partir para a luta em busca do voto.

Para depois não ter que ficar dando explicações.

É isso.

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