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18 de ago. de 2010

E se Lula não estivesse bem na fita? E se Dilma não liderasse as pesquisas para a Presidência da República?


Eu fico me indagando se o presidente Lula não estivesse bem na fita junto ao eleitorado potiguar e brasileiro.

E se a ex-ministra Dilma Rousseff não estivesse liderando as pesquisas para a Presidência da República.

Como estariam os candidatos ao Governo do Estado e ao Senado das coligações “Vitória do Povo” e “Coragem Prá Mudar”?

Imagino que eles teriam extrema dificuldade para se apresentar junto ao eleitorado norte-riograndense.

Iberê Ferreira, Carlos Eduardo, Wilma de Faria, Hugo Manso e Sávio Hackradt não pronunciam uma palavra sem citar os nomes de Lula e de Dilma.

“Eu sou o candidato de Lula”, diz um.

“A minha candidata a presidente é Dilma”, brada outro.

“Nós estamos com Lula e Dilma”, grita mais um.

É como se eles não tivessem identidade própria na condição de candidatos.

Iberê e Carlos, por exemplo, estão até brigando na Justiça pelo direito de usar com exclusividade a voz e a imagem de Lula nos seus programas eleitorais gratuitos.

Hugo Manso e parte do PT estão uma fera porque o senador Garibaldi Filho está usando os nomes de Lula e de Dilma na sua propaganda de campanha.

E o pior é que alguns dos políticos das coligações governistas estão fazendo terrorismo, ao afirmarem que se fulano e sicrano forem eleitos programas como o Bolsa Família, Luz para Todos e outros irão se acabar.

Seja quem for o(a) futuro(a) presidente ou o(a) futuro(a) governador(a) nenhum programa social que foi implantado pelo governo Lula vai se acabar.

Os candidatos governistas têm todo o direito de vincular suas candidaturas ao presidente Lula e a ex-ministra Dilma Rousseff, aproveitando a popularidade dos dois líderes petistas.

Mas precisam ter identidade própria, pois quem vai governar o Rio Grande do Norte não será Lula nem Dilma.

E quem vai representar o RN no Senado não será Lula nem Dilma.

É isso.

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