Subscribe:

Páginas

4 de jul. de 2010

Henrique poderá ser presidente da Câmara mesmo com a vitória de Serra, já que o PMDB será governo seja qual for o resultado da disputa presidencial

Foto: Divulgação
Henrique sonha em presidir a Câmara Federal


Com os pés na campanha de Dilma Rousseff (PT) e alguns braços nos palanques de José Serra (PSDB), o PMDB torce para chegar ao Palácio do Planalto com Michel Temer, vice da presidenciável petista.

Mas seja quem for o presidente eleito no próximo ano, os peemedebistas são unânimes ao dizer que o partido vai compor a base do governo.

Se Dilma vencer as eleições, o céu de brigadeiro do PMDB ficará completo. O partido já se prepara para fazer indicações na composição do governo e barganhar cota maior de cargos ministeriais com os petistas.

No Congresso, a sigla trabalha com a possibilidade de eleger 110 deputados federais e já tem nome engatilhado para emplacar no comando da Câmara.

"A Presidência da Câmara é do PMDB. Temos a expectativa de fazer a maior bancada e já existe acordo prévio pelo nome do Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). O primeiro biênio é do PMDB e depois será a vez do PT", resume o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Mas uma vitória de Serra não compromete os planos do PMDB, segundo Cunha. "A gente luta por ela, mas se a presidenta não for a Dilma, podemos até manter o mesmo tipo de acordo para a Presidência da Câmara", diz Eduardo Cunha.

No Senado

Os acordos multipartidários da sigla e a divisão dos aliados entre palanques tucanos e petistas funcionam como estratégia de aproximação dos dois presidenciáveis.

Se os tucanos elegerem o próximo presidente, aliados de primeira hora de Serra, como o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), o governador André Puccinelli (PMDB-MS) e o presidente do partido em São Paulo, Orestes Quércia, fariam o papel de integrar a legenda a um possível governo tucano, explica o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR).

No Senado, a indicação do presidente da Casa é feita pelo critério da maior bancada. O senador José Sarney (PMDB-AP) também será substituído em 2011.

Nos corredores do Congresso, a piada do momento é que independentemente de Serra ou Dilma, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) deve manter o posto de líder do governo.

Jucá transita bem entre tucanos e petistas e já foi vice-líder do governo Fernando Henrique Cardoso na Casa, antes de virar aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O peemedebista também é cotado para ser o novo presidente do Senado.

Fonte: Jornal Correio Braziliense

Espaço

0 comentários:

Postar um comentário