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8 de jun. de 2010

Robinson Faria propõe inclusão de Noções Básicas do Direito do Consumidor no currículo escolar

Foto: João Gilberto

O deputado Robinson Faria(foto) apresentou projeto de lei propondo a inclusão na grade curricular das escolas da rede pública do ensino fundamental do Rio Grande do Norte — 6º, 7º, 8º ou 9º ano — das disciplinas Noções Básicas de Direito do Consumidor e Noções Básicas de Legislação Social, esta última para alunos do 9º ano ou do 1º e 2º ano do ensino médio.

De acordo com o projeto, compete ao Conselho Estadual de Educação, órgão normativo do sistema estadual de ensino, proceder a necessária adequação curricular.

As disciplinas de Noções Básicas de Direito do Consumidor e Noções Básicas de Legislação Social serão optativas, com exposições teóricas e práticas, ficando a critério da direção de cada escola, desde que ouvido o Conselho Escolar.

Robinson sugere que as aulas teóricas sejam enriquecidas com recursos como revistas em quadrinhos, além de cartilhas e material pertinente ao tema.

“A parte prática poderia ser composta por palestras ministradas por profissionais especializados, sendo inclusive estendidas aos pais e à comunidade escolar e visitas aos órgãos de defesa do consumidor”, diz Robinson.

No projeto o parlamentar propõe que as Diretorias Regionais de Educação (DIREDs), devidamente autorizadas pela Secretaria de Estado da Educação e da Cultura, poderiam firmar convênios ou acordos de cooperação com o Procon estadual, os Procons municipais e o Procon do Legislativo, além dos demais integrantes do Sistema de Defesa do Consumidor.

Quanto à disciplina de Noções Básicas de Legislação Social, os convênios de cooperação poderão ser estabelecidos com o INSS, a Delegacia Regional do Trabalho (DRT), bem como com o Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região e a Procuradoria Regional do Trabalho.

“Ao longo desse tempo em que o Código de Defesa do Consumidor está em vigor, os órgãos e entidades que integram este sistema não desenvolveram a educação para o consumo”, frisa Robinson.

E acrescenta: “Além disso, a grande maioria dos comerciantes, sejam fornecedores de produtos ou de serviços, também desconhece a legislação. É por meio da educação, conhecendo seus direitos, que a população pode exercer a sua cidadania”.

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