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3 de jun. de 2010

Mesmo tendo pedido vistas, José Dias irá votar a favor do relatório de Adécio a projeto de remanejamento do percentual de aumento do OGE

Fotos: João Gilberto
Embora tenha pedido vistas do projeto governamental que aumenta o percentual de remanejamento do Orçamento Geral do Estado, na Comissão de Finanças e Fiscalização, o deputado José Dias(foto) vai votar a favor do relatório apresentado pelo deputado José Adécio.

José Dias fez rasgados elogios ao relatório de Adécio. “É o relatório mais substantivo que eu já vi nesta Casa em relação a pedido de autorização para abertura de crédito. Os aspectos constitucionais, financeiros e orçamentários foram abordados substantivamente”, disse o líder do PMDB e membro da Comissão de Finanças.

Dias, no entanto, pediu vistas da matéria, alegando que o relatório tem 11 páginas e precisa ser lido com toda atenção.

Ele também disse que pedia vistas porque estava dentro do prazo constitucional. E garantiu que até terça-feira(8) devolverá o relatório à Comissão de Finanças.

Larissa Rosado

Já a deputada Larissa Rosado, que também é membro da Comissão, votou contra o relatório alegando que o substitutivo aprovado na Comissão de Constituição e Justiça foi rejeitado pelo relator do projeto na Comissão de Finanças, deputado José Adécio.
Larissa(foto) chegou a propor a apresentação de uma emenda destacando que os convênios com o governo federal e as operações de crédito não constem do percentual de aumento do remanejamento de 6,85%.

De acordo com o substitutivo aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e rejeitado pelo relatório de José Adécio, “os recursos provenientes de convênios firmados com a União e os de operações de crédito não serão computados para apuração do limite do percentual de remanejamento de 6,85%”.

Só que Larissa foi informada da impossibilidade de apresentar qualquer emenda ao projeto de remanejamento, tendo em vista que o prazo para isso já se expirou.

Sem cheque em branco

Na verdade, o relatório de José Adécio limita os gastos do Governo de forma aleatória.

E isso não é bom para o governador Iberê Ferreira, que não poderá usar os recursos do Orçamento Geral do Estado ao seu bel prazer.
Ou seja, Iberê(foto ao centro) não terá em mãos um cheque em branco para usar a máquina administrativa em prol de sua campanha.

O que poderia desequilibrar a disputa para o Governo do Estado.

Mesmo assim, Iberê disporá de R$ 194 milhões para gastar como quiser.

Esse foi o percentual destinado pelo relatório de José Adécio.

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