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20 de mai. de 2010

Políticos discordam do parecer do procurador regional eleitoral sobre coligações proporcionais

Fotos: Divulgação
Rogério e Arlindo discordam do parecer do procurador Ronaldo Sérgio


Alguns partidos e políticos do RN não concordam com o teor do parecer do procurador regional eleitoral, Ronaldo Sérgio, que impede a formalização de mais de uma coligação na eleição proporcional.

De acordo com o procurador, respondendo a uma consulta do PHS, não pode haver coligações diferentes para deputado estadual e deputado federal, mesmo que os partidos coligados estejam juntos na eleição majoritária.

Com isso, o PT, por exemplo, não poderia se coligar com o PSB para deputado federal e sair sozinho para deputado estadual ou fazer coligação com outro partido, mesmo que estejam aliados no pleito para governador.

O deputado Arlindo Dantas, presidente estadual do PHS, entende que o parecer do procurador Ronaldo Sérgio vai de encontro ao que determina o Tribunal Superior Eleitoral(TSE).

De acordo com Arlindo, no pleito de 2006 os partidos puderam formalizar coligações diferentes para a Assembléia Legislativa e a Câmara Federal, desde que na eleição majoritária estivessem juntos.

“De lá prá nada mudou, o TSE não baixou nenhum resolução nova sobre o assunto”, disse Arlindo ao blog.

Outro que discorda do parecer do procurador regional eleitoral é o deputado federal Rogério Marinho, presidente estadual do PSDB.

Ele tem o mesmo entendimento de Arlindo Dantas.

Rogério, inclusive, protocolou uma consulta sobre o assunto no TSE.

O ex-presidente estadual do PT e pré-candidato a deputado federal, Geraldo Pinto(Geraldão), é outro político que discorda do parecer de procurador Ronaldo Sérgio.

Risco de não eleger nenhum deputado estadual

Caso o entendimento do procurador seja acatado pelo Tribunal Regional Eleitoral(TRE), o PT, o PHS e o PSDB seriam partidos que poderiam se prejudicar na eleição deste ano.

É que esses partidos seriam obrigados a se coligar com legendas fortes eleitoralmente e correriam o sério risco de não eleger nenhum deputado estadual.

PT e PHS, por exemplo, teriam que fazer aliança para deputado estadual com o PSB, PTB e PPS.

E dificilmente teriam condições de eleger representantes para a Assembléia.

Já o PSDB seria forçado a se coligar com o DEM e o PMN, partidos que possuem candidatos fortíssimos na disputa por uma vaga no Poder Legislativo do Estado.

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