Foto: Divulgação
Lula inaugurou a agenda política da semana com um almoço. Dividiu a mesa com o vice José Alencar e os ministros que integram a coordenação de governo.
Discutiram o tema que mais inquieta o presidente no momento: a generosidade do Congresso com os aposentados. Decidiu-se brigar para reverter no Senado um par de medidas já aprovadas pela Câmara.
Numa, reajustou-se em 7,7% as aposentadorias com valores acima do salário mínimo. Noutra, extinguiu-se o fator previdenciário, índice criado sob FHC para desestimular o pijama precoce e reduzir o valor das aposentadorias novas.
Se quiser salvar os cofres da erosão, Lula terá de recorrer ao veto. Armou-se no Senado uma aliança pró-aposentados.
Alheia à vontade de Lula e ao discurso de Padilha, a bancada governista rejeita a idéia de rebaixar o reajuste a 6,14%, como quer o governo.
Quanto à oposição, vai votar de costas para a opinião do seu presidenciável, José Serra, favorável ao veto de Lula.
No comando da insurreição governista está Renan Calheiros (AL), líder do PMDB, o sócio majoritário do consórcio governista. No leme da oposição, os líderes Agripino Maia (DEM); e Arthur Virgílio (PSDB).
A posição de Renan foi explicitada na semana passada, num telefonema trocado com o deputado Henrique Eduardo Alves (RN). Líder na bancada pemedebista na Câmara, Henrique oscilava entre dois percentuais: 7% e 7,7%. Tocou o telefone para Renan.
Queria saber como se comportariam os senadores do seu partido. Renan soou categórico: no Senado, o PMDB aprovaria o reajuste maior. Henrique decidiu, então, não impor aos seus liderados o papel de verdugos de aposentados.
Estourada a boiada do PMDB, legendas governistas menores cruzaram a mesma porteira. Até o PT liberou o seu rebanho. E a encrenca migrou para o Senado.
Ouvido pelo blog, Agripino, o líder 'demo', isse que a oposição escora o voto pró-aposentados no vocábulo “coerência”.
Recordou que, há três anos, o Senado aprovara o fim do fator previdenciário e a extensão dos reajustes do salário mínimo às aposentadorias”.
“Foram decisões unânimes. Votaram a favor todos os partidos. Como é que, agora, nós vamos negar o que aprovamos três anos atrás?”, pergunta Agripino.
E quanto à posição de José Serra? “O Serra expressa preocupação com o equilíbrio fiscal. Nós estamos obrigados a resguardar a nossa coerência”, diz Agripino.
O mandachuva do DEM recorda que não partiu da oposição a idéia de favorecer os aposentados. “Quem apresentou os projetos no Senado foi o Paulo Paim, senador do PT e da base do governo...”
“...Na Câmara, Casa em que o Planalto dispõe de maioria folgada, as matérias foram aprovadas de maneira acachapante. Eu pergunto: se os governistas votaram a favor, faz sentido que nós, da oposição, façamos o papel de algozes de aposentados? Nem pensar!”
Antes mesmo da votação, Agripino dá o jogo por jogado: “O aumento dos aposentados e o fim do fator previdenciário são coisas aprovadas”. Não há possibilidade de reversão? “Não existe hipótese. Pergunte ao Renan Calheiros como ele vai votar”.
O líder oposicionista antecipa o próximo lance: "O Lula que vete. Ele não tem tantos bônus? Pois agora terá de arcar com o ônus. Quem propôs foi um senador do PT”.
Fonte: Blog de Josias de Souza
Discutiram o tema que mais inquieta o presidente no momento: a generosidade do Congresso com os aposentados. Decidiu-se brigar para reverter no Senado um par de medidas já aprovadas pela Câmara.
Numa, reajustou-se em 7,7% as aposentadorias com valores acima do salário mínimo. Noutra, extinguiu-se o fator previdenciário, índice criado sob FHC para desestimular o pijama precoce e reduzir o valor das aposentadorias novas.
Se quiser salvar os cofres da erosão, Lula terá de recorrer ao veto. Armou-se no Senado uma aliança pró-aposentados.
Alheia à vontade de Lula e ao discurso de Padilha, a bancada governista rejeita a idéia de rebaixar o reajuste a 6,14%, como quer o governo.
Quanto à oposição, vai votar de costas para a opinião do seu presidenciável, José Serra, favorável ao veto de Lula.
No comando da insurreição governista está Renan Calheiros (AL), líder do PMDB, o sócio majoritário do consórcio governista. No leme da oposição, os líderes Agripino Maia (DEM); e Arthur Virgílio (PSDB).
A posição de Renan foi explicitada na semana passada, num telefonema trocado com o deputado Henrique Eduardo Alves (RN). Líder na bancada pemedebista na Câmara, Henrique oscilava entre dois percentuais: 7% e 7,7%. Tocou o telefone para Renan.
Queria saber como se comportariam os senadores do seu partido. Renan soou categórico: no Senado, o PMDB aprovaria o reajuste maior. Henrique decidiu, então, não impor aos seus liderados o papel de verdugos de aposentados.
Estourada a boiada do PMDB, legendas governistas menores cruzaram a mesma porteira. Até o PT liberou o seu rebanho. E a encrenca migrou para o Senado.
Ouvido pelo blog, Agripino, o líder 'demo', isse que a oposição escora o voto pró-aposentados no vocábulo “coerência”.
Recordou que, há três anos, o Senado aprovara o fim do fator previdenciário e a extensão dos reajustes do salário mínimo às aposentadorias”.
“Foram decisões unânimes. Votaram a favor todos os partidos. Como é que, agora, nós vamos negar o que aprovamos três anos atrás?”, pergunta Agripino.
E quanto à posição de José Serra? “O Serra expressa preocupação com o equilíbrio fiscal. Nós estamos obrigados a resguardar a nossa coerência”, diz Agripino.
O mandachuva do DEM recorda que não partiu da oposição a idéia de favorecer os aposentados. “Quem apresentou os projetos no Senado foi o Paulo Paim, senador do PT e da base do governo...”
“...Na Câmara, Casa em que o Planalto dispõe de maioria folgada, as matérias foram aprovadas de maneira acachapante. Eu pergunto: se os governistas votaram a favor, faz sentido que nós, da oposição, façamos o papel de algozes de aposentados? Nem pensar!”
Antes mesmo da votação, Agripino dá o jogo por jogado: “O aumento dos aposentados e o fim do fator previdenciário são coisas aprovadas”. Não há possibilidade de reversão? “Não existe hipótese. Pergunte ao Renan Calheiros como ele vai votar”.
O líder oposicionista antecipa o próximo lance: "O Lula que vete. Ele não tem tantos bônus? Pois agora terá de arcar com o ônus. Quem propôs foi um senador do PT”.
Fonte: Blog de Josias de Souza




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