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24 de abr. de 2010

Reportagem da Folha de S.Paulo diz que Natal é uma das cidades-sedes da Copa de 2014 com problemas para cumprir prazos da Fifa

Foto: Divulgação
Projeto Arena das Dunas corre o risco de ter obras atrasadas

A cidade de Natal é citada em reportagem da Folha de S.Paulo, edição deste sábado(24), como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 com problemas para cumprir os prazos estipulados pela Fifa.

Além de Natal, o Rio de Janeiro e Salvador também são apontadas como cidades que apresentam problemas.

Segundo a reportagem, o senador Garibaldi Filho(PMDB) já pediu ao Ministério dos Esportes revisão no prazo para o início das obras do complexo Arena das Dunas.

O ministro dos Esportes, Orlando Silva, ficou de analisar o pedido de Garibaldi.

Nesta sexta-feira(23) o ministro Orlando Silva admitiu a possibilidade da exclusão de até 4 das 12 cidades-sedes da Copa de 2014.

Diante da repercussão das declarações do seu titular, o Ministério dos Esportes divulgou nota oficial negando que o governo federal trabalhe com a possibilidade de reduzir as sedes.

Confira reportagem completa publicada na Folha de hoje sobre o assunto:

O ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., afirmou ontem que podem ser excluídas até 4 das 12 cidades-sedes da Copa de 2014 por conta de atrasos nos projetos dos estádios. Assim, o Mundial no Brasil passaria a ter só oito sedes.

Horas mais tarde, no entanto, diante da repercussão das declarações de seu titular, o ministério divulgou nota oficial em que nega haver plano do governo federal para reduzir as sedes. E afirma não ter responsabilidade sobre o assunto.

Mas, durante fórum de empresários na Bahia, Silva Jr. tratou do tema sem ressalvas.
"Possibilidade de exclusão [de sede] sempre existe. Insisto: o plano da Fifa era construir em oito cidades. Nós é que insistimos para que fossem 12", disse Silva Jr., que afirmou que o ministério não trabalha com a mudança de cenário agora.

"Não há plano B do governo federal para reduzir o número de cidades-sedes da Copa do Mundo-2014. Estádios é assunto entre as cidades, os Estados e a Fifa", disse mais tarde o Ministério do Esporte, em nota.

É a Fifa que tem a prerrogativa de escolher e cortar sedes do Mundial pelas regras dos contratos assinados pelo Brasil.

Para Silva Jr., será importante observar o andamento das obras no dia 3 de maio, prazo máximo da entidade para o início das reformas. Mas ele disse que o caso de cada estádio será analisado em separado.

A primeira data era o início de março, mas foi postergada porque a maioria tinha feito pouca coisa ou nada.

Entre os estádios com problemas, está o Morumbi, com o projeto ainda criticado pela Fifa e sob fogo da CBF. "Não há plano B em São Paulo. O único plano de São Paulo é o Morumbi como sede dos jogos da Copa. O que tem que ser feito é cumprir os critérios da Fifa. Insisto: em São Paulo, não há plano B. É o Morumbi e ponto final. Quem disse isso foi o Estado, a prefeitura", afirmou o ministro, que elogiou São Paulo por ter um projeto privado.

Natal, Salvador e Rio de Janeiro

A lista das cidades com problemas para cumprir a data da Fifa inclui Natal, Salvador e Rio de Janeiro, caso mais grave por ser indicado para a final.

A entidade máxima do futebol mundial pediu a revisão do projeto do estádio carioca, cuja licitação teve de ser adiada.

Na primeira data da entidade, operários trabalharam no Maracanã só para serem vistos por jornalistas e foram dispensados logo em seguida.

Em Salvador, a licitação para obras da Fonte Nova enfrenta problemas judiciais e terá que ser refeita. Mas o ministro disse que a cidade já avançou no acordo com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para o financiamento da obra.

Em Natal, há problemas justamente para obter o dinheiro para construir a Arena das Dunas, disse o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), que pediu uma revisão do prazo. O ministro prometeu analisar.

No geral, Silva Jr. eximiu-se dos problemas de atrasos das obras nos estádios por serem tarefa dos Estados e dos municípios. Segundo ele, a União fez sua parte ao abrir uma linha de financiamento às arenas.

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