O Brasil acumula uma dívida de R$ 220,9 milhões em multas eleitorais. São autuações feitas pela Justiça Eleitoral a candidatos e partidos, mas a maioria não foi quitada e, agora, faz parte da dívida ativa da União para cobrança judicial dos inadimplentes.Os débitos não surpreendem apenas pelas cifras, que superam tudo o que distribuiu o fundo partidário no ano passado (R$ 211,2 milhões), mas pelo seu ritmo de crescimento.
Nos últimos quatro anos, a dívida dobrou - na última eleição presidencial, em 2006, somava R$ 110 milhões.
Um agravante é que essa escalada ocorre ao mesmo tempo em que a Justiça Eleitoral instituiu regras mais duras para tentar frear as infrações e a inadimplência.
Uma resolução de 2004 proibiu, por exemplo, a partir de 2006 que candidatos com multas não quitadas participem das eleições. Hoje os devedores não obtêm o registro de candidatura.
Demora
Na época, um dos objetivos era "educar" os candidatos e partidos. Mas, como indicam os números, os candidatos não só continuam a cometer irregularidades, como o bolo de multas não pagas vem crescendo.
Outro motivo para o aumento dessa dívida é a demora na cobrança.
Toda receita proveniente das multas é remetida ao Fundo Partidário. Em 2009, elas representaram 25% de todo o dinheiro distribuído às legendas.
Além de partidos e candidatos, estão na lista de devedores empresas e eleitores - estes multados por não votarem ou faltarem à convocação para trabalhar na eleição.
Mas a maioria das multas aplicadas tem como causa propagandas irregulares por políticos ou partidos.
Fonte: Jornal O Estado de S.Paulo - Hoje



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