Subscribe:

Páginas

11 de mar. de 2010

Operação Impacto: MP diz que réus não refutaram provas e estão em "situação delicada"

"Os interrogatórios demonstraram a força das provas apresentadas pelo Ministério Público. Verificamos várias contradições, versões desencontradas e inverossímeis por parte dos réus, que numa análise técnica deixa eles numa situação delicada”.

Essa foi a avaliação dos Promotores de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, Afonso do Ligório, Keiviany Sena e Eudo Leite, ao final dos interrogatórios dos envolvidos na Operação Impacto.

Nesta quinta-feira(11), os dois últimos acusados, João Francisco Garcia Hernandez e o empresário Ricardo Abreu, se submeteram a interrogatório na 4ª vara Criminal de Natal.

Segundo a acusação do MP, Ricardo Abreu teria emitido dois cheques para pagar propinas aos vereadores durante a votação das emendas ao Plano Diretor de Natal.

O empresário alega que esses cheques seriam fruto de uma transação de compra e venda de imóveis e não para pagar nenhum esquema ilícito. Mas para os Promotores de Justiça essa transação "é fictícia, feita só para tentar dissimular o pagamento da propina”.

“A sociedade pode ficar tranqüila que o Ministério Público está fazendo seu trabalho de forma técnica, séria e consistente. Não estamos fazendo jogo de cena”, esclarecem os membros do Ministério Público, demonstrando a confiança no desenrolar do processo.

Segundo o MP, 13 dos 21 acusados não compareceram aos interrogatórios e entre os que compareceram, os réus Salatiel de Sousa e Júlio Protásio se recusaram a responder os questionamentos do Ministério Público.

“Essa é mais uma oportunidade para que os acusados apresentem suas defesas e contestem as provas apresentadas pelo Ministério Público. Mas eles preferiram se omitir”, ressaltaram os Promotores de Justiça.

Provas - Afonso do Ligório, Keiviany Sena e Eudo Leite lembraram que as principais provas listadas no processo não foram refutadas nos interrogatórios.

Entre as provas estão o teor das interceptações telefônicas; a origem do dinheiro apreendido com os acusados; o depoimento dos funcionários do Banco do Brasil; as informações bancárias anexadas ao processo e o georreferenciamento, que mostrou o deslocamento dos réus no dia da operação.

Os réus são acusados de Lavagem de dinheiro e corrupção. Caso sejam condenados podem pegar penas de 2 a 12 anos de prisão pelo crime de corrupção e de 3 a 10 por lavagem de dinheiro, com a possibilidade de acumularem as penas pelos dois crimes.

Encerrados os interrogatórios o MP aguarda apenas algumas informações bancárias que ainda estão pendentes para que o processo siga para as alegações finais e para o julgamento final por parte do juiz Raimundo Carlayle.

*Com informações da Assecom do MPE

0 comentários:

Postar um comentário