Subscribe:

Páginas

28 de ago. de 2009

Líder de Lula no Senado, Jucá diz que Lina Vieira esteve no Planalto, mas não no mês dezembro

Foto: Fábio Rodrigues e Marcello Casal JR/Agência Brasil
Dilma x Lina: continua a polêmica sobre quem falou a verdade


A verdade é, por vezes, mais inacreditável do que a mentira. Por isso, é mais difícil de inventar.

Tome-se a novela do encontro de Lina Vieira com Dilma Rousseff. Uma diz que houve. Outra jura que jamais aconteceu.

Nas últimas duas semanas, o governo sustentara a versão de que já não dispunha de dados capazes de corroborar a passagem de Lina pelo Planalto.
Súbito, uma meia-volta. Em discurso da tribuna, Romero Jucá, líder de Lula no Senado, afirma que há, sim, um lote de informações.

As imagens, Jucá reafirmou, foram mesmo apagadas. Só duram 30 dias. Depois disso, o circuito interno grava novas imagens por cima das velhas.

O que exibiu Jucá? Anotações feitas pela equipe de segurança do Planalto. São registros de entrada da ex-leoa na sede do governo.

No total, quatro ingressos. O primeiro, em outubro do ano passado. O último, em maio do ano em curso.

Em nome da precisão, Jucá mencionou as datas: 9 de outubro de 2008, 22 de janeiro de 2009, 16 de fevereiro de 2009 e 6 de maio de 2009.

Em entrevista à Folha e em depoimento à Comissão de Justiça, Lina dissera que se avistara com Dilma no final do ano passado.

Jucá acha que “outubro” é cedo demais para ser considerado como um mês do final do ano. De resto, Lina dissera, em privado, que o mês talvez fosse dezembro.

"Cabe à doutora Lina dizer a data. Quem está acusando, tem que dizer pelo menos a data. Para mim, essa conversa não houve”, disse o líder.

Mas, afinal, o que diabos Lina foi fazer no Planalto nas quatro visitas agora admitidas pelo governo? Jucá não disse.

Na versão de Lina, Dilma a teria chamado para pedir que agilizasse a fiscalização contra os negócios da família Sarney. Mentira, segundo a ministra.

Ao administrar a sua versão em conta-gotas, o governo como que informa à platéia algo assim: a verdade absoluta, bem, essa só em caso de extrema necessidade.

Tampouco a ex-secretária Lina frequenta a novela em posição cômoda. Ora, se Dilma interveio de forma “incabíbel”, por que diabos não a desmascarou?

Por que só abriu o bico depois que sem emprego foi passado na lâmina. A loquacidade tardia tem, nesse caso, nome de crime: prevaricação.

O contribuinte, financiador da pantomima, ainda sonha com a verdade. Uma verdade que, no caso específico, só virá à tona quando forem esgotadas todas as mentiras.

Fonte: Blog do Josias de Souza

0 comentários:

Postar um comentário