Durou quatro horas o encontro de Lula com a bancada de senadores do PT. Começou às 21h de quinta (2). Terminou na madrugada desta sexta, à 1h.
Deu-se no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República. Compareceram 11 dos 12 senadores do PT. Só faltou Flávio Arns (PR).
Foi uma conversa franca e tensa. Começou com uma exposição dos senadores. Lula fez questão de ouvir um por um. Discorreram sobre as mazelas do Senado.
Materializou-se diante de Lula a divisão e o drama de consciência do petismo. Mencionaram a necessidade de investigar, punir e reformar o Senado.
Informou-se a Lula que nem todas as chagas do Senado foram expostas. Cinco senadores repisaram a defesa da saída de José Sarney da cadeira de presidente.
Eis os nomes dos adeptos do pedido de licença: Marina Silva (AC), Eduardo Suplicy (SP), Augusto Botelho (RR), Fátima Cleide (RO) e Tião Viana.
Outros seis acham que é possível mudar sem que Sarney tenha de sair. São eles: Aloizio Mercadante (SP), Ideli Salvatti (SC), Delcídio Amaral (MS), João Pedro (AM), Serys Slhessarenko (MT) e Paulo Paim (RS).
Antes, o placar na bancada do PT era de 7 a 5 pela saída de Sarney. Só Paim refluiu. O ausente Flavio Arns defende o afastamento.
Assim, a despeito de Lula, a bancada do PT continua cindida ao meio. Depois dos senadores, falaram dois petistas que integram o governo.
Foram ao encontro, a pedido de Lula, Dilma Rousseff e Gilberto Carvalho. A ministra-presidenciável realçou a importância do PMDB na aliança de 2010. Foi ecoada por Carvalho, chefe de gabinete de Lula.
Vencida essa primeira fase, Lula tomou a palavra. Disse que também deseja a apuração das denúncias que rondam o Senado.
Contou que se reunira na véspera com o ministro Tarso Genro (Justiça). Revelou que estava presente também o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa.
Afirmou ter encomendado a ambos uma investigação “rigorosa”. Lembrou que o próprio Sarney pedira a entrada da PF no caso.
E traçou o cenário de borrasca que decorreria da eventual saída de Sarney. Acha que uma renúncia do presidente do Senado vai desembocar numa crise.
Crise “gravíssima”, de “desfecho imprevisível”. Carregou nas tintas: “Tudo pode acontecer”. Afirmou que entende a posição da bancada petista. Mas lembrou:
1. O PMDB é parceiro estratégico –administrativa e eleitoralmente;
2. Sarney exerce sobre o partido uma influência inaudita;
3. Um desacerto com os peemedebistas comprometeria a “governabilidade”;
4. A oposição usa Sarney como degrau para escalar sobre o governo.
Lula soou enfático ao se referir ao PSDB e ao DEM. Desdenhou dos alegados propósitos éticos dos rivais.
Realçou o fato de que tucanos e ‘demos’ querem investigar em Brasília, mas se esquivam de apurações onde elas não lhes convém.
Mencionou a Porto Alegre de Yeda Crusius e a Curitiba de Beto Richa, ambos tucanos. Não chegou a fazer um pedido formal para que o PT se unifique em torno de Sarney.
Nem precisava. Sua peroração, por grave, funcionou como um apelo. Depois de falar, Lula franqueou a palavra novamente aos senadores.
Ao final, não foi anotada nenhuma mudança brusca de posição. Acertou-se que a bancada do PT fará nova reunião para deliberar sobre Sarney.
Será o quarto encontro. Foi marcado para terça-feira (7) da semana que vem. Na manhã desta sexta (3), Mercadante e Ideli darão uma entrevista coletiva.
Lula informou que, também nesta sexta, vai receber Sarney em audiência. Ainda não tem como entregar ao “aliado” o apoio do PT.
A conversa do Alvorada terminou na mesa de jantar. Lula tentou desanuviar a atmosfera.
Fonte: Blog do Josias de Souza
Deu-se no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República. Compareceram 11 dos 12 senadores do PT. Só faltou Flávio Arns (PR).
Foi uma conversa franca e tensa. Começou com uma exposição dos senadores. Lula fez questão de ouvir um por um. Discorreram sobre as mazelas do Senado.
Materializou-se diante de Lula a divisão e o drama de consciência do petismo. Mencionaram a necessidade de investigar, punir e reformar o Senado.
Informou-se a Lula que nem todas as chagas do Senado foram expostas. Cinco senadores repisaram a defesa da saída de José Sarney da cadeira de presidente.
Eis os nomes dos adeptos do pedido de licença: Marina Silva (AC), Eduardo Suplicy (SP), Augusto Botelho (RR), Fátima Cleide (RO) e Tião Viana.
Outros seis acham que é possível mudar sem que Sarney tenha de sair. São eles: Aloizio Mercadante (SP), Ideli Salvatti (SC), Delcídio Amaral (MS), João Pedro (AM), Serys Slhessarenko (MT) e Paulo Paim (RS).
Antes, o placar na bancada do PT era de 7 a 5 pela saída de Sarney. Só Paim refluiu. O ausente Flavio Arns defende o afastamento.
Assim, a despeito de Lula, a bancada do PT continua cindida ao meio. Depois dos senadores, falaram dois petistas que integram o governo.
Foram ao encontro, a pedido de Lula, Dilma Rousseff e Gilberto Carvalho. A ministra-presidenciável realçou a importância do PMDB na aliança de 2010. Foi ecoada por Carvalho, chefe de gabinete de Lula.
Vencida essa primeira fase, Lula tomou a palavra. Disse que também deseja a apuração das denúncias que rondam o Senado.
Contou que se reunira na véspera com o ministro Tarso Genro (Justiça). Revelou que estava presente também o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa.
Afirmou ter encomendado a ambos uma investigação “rigorosa”. Lembrou que o próprio Sarney pedira a entrada da PF no caso.
E traçou o cenário de borrasca que decorreria da eventual saída de Sarney. Acha que uma renúncia do presidente do Senado vai desembocar numa crise.
Crise “gravíssima”, de “desfecho imprevisível”. Carregou nas tintas: “Tudo pode acontecer”. Afirmou que entende a posição da bancada petista. Mas lembrou:
1. O PMDB é parceiro estratégico –administrativa e eleitoralmente;
2. Sarney exerce sobre o partido uma influência inaudita;
3. Um desacerto com os peemedebistas comprometeria a “governabilidade”;
4. A oposição usa Sarney como degrau para escalar sobre o governo.
Lula soou enfático ao se referir ao PSDB e ao DEM. Desdenhou dos alegados propósitos éticos dos rivais.
Realçou o fato de que tucanos e ‘demos’ querem investigar em Brasília, mas se esquivam de apurações onde elas não lhes convém.
Mencionou a Porto Alegre de Yeda Crusius e a Curitiba de Beto Richa, ambos tucanos. Não chegou a fazer um pedido formal para que o PT se unifique em torno de Sarney.
Nem precisava. Sua peroração, por grave, funcionou como um apelo. Depois de falar, Lula franqueou a palavra novamente aos senadores.
Ao final, não foi anotada nenhuma mudança brusca de posição. Acertou-se que a bancada do PT fará nova reunião para deliberar sobre Sarney.
Será o quarto encontro. Foi marcado para terça-feira (7) da semana que vem. Na manhã desta sexta (3), Mercadante e Ideli darão uma entrevista coletiva.
Lula informou que, também nesta sexta, vai receber Sarney em audiência. Ainda não tem como entregar ao “aliado” o apoio do PT.
A conversa do Alvorada terminou na mesa de jantar. Lula tentou desanuviar a atmosfera.
Fonte: Blog do Josias de Souza



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