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2 de jul. de 2009

Carlos Eduardo: "Continuo achando que Micarla não presta para Natal"

Foto: Márlio Forte
Acusado de omissão no caso do desperdício de medicamentos na gestão passada, o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (Foto), disse que sabia dos problemas de acondicionamento de remédios que existiam no galpão administrado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Carlos Eduardo disse que descobriu a situação em 2007, por meio do recebimento de um relatório do Conselho Municipal de Saúde (CMS). "Quando recebemos o relatório do CMS, tomamos as devidas providências para atender às recomendações, com a reforma do local e a compra de equipamentos necessários", explicou.

O ex-prefeito afirmou que a situação do depósito e as necessidades apontadas pelo CMS foram repassadas à prefeita Micarla de Sousa (PV) e ao ex-secretário municipal de Saúde, Levi Jales, ainda no momento de transição.

Para Carlos, houve má fé da atual gestão municipal na "fabricação de um falso escândalo". Segundo ele, a situação calamitosa em que foi mostrado o galpão foi armada para a imprensa.

"Ela (Micarla) já sabia de como poderia dar prosseguimento às providências que vínhamos tomando. Armaram esse escândalo para pichar meu nome porque eu optei por apoiar outra candidatura que não era a dela. Continuo achando que Micarla não presta para Natal. Continuo achando que Micarla não é melhor para Natal", enfatizou o ex-prefeito.

Questionado sobre o fato de duas das empresas que forneciam medicamentos à prefeitura terem doado verba de campanha para a ex-secretária Aparecida França - candidata a vereadora no ano passado - Carlos Eduardo disse que as doações foram legais, como mostra o site do TRE e descartou a possibilidade de favorecimento dessas empresas por parte de Aparecida, devido à compra de remédios ser realizada por licitação.

CEI politiqueira - O ex-prefeito também negou que o aumento na compra de medicamentos em 2008, chegando a quase 100%, tenha sido motivado pela campanha eleitoral. Ele disse que em 2007 foram gastos aproximadamente R$ 4 milhões com remédios e em 2008 R$ 7,4 milhões. De acordo com Carlos, o aumento foi decorrente da necessidade da população.

"O Ministério da saúde disponibiliza até R$ 10 milhões para serem utilizados com medicamentos e nunca chegamos a esse número. Já na gestão atual, só em seis meses, já passaram dos R$ 5 milhões e sem licitação. No final do ano, devem chegar aos R$ 12 milhões", criticou o ex-prefeito.

Sobre o fato de ser convocado pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos medicamentos, que averigua a existência de irregularidades na compra, no acondicionamento e na distribuição de remédios por parte da prefeitura, o pedetista disse que não pretende comparecer à Câmara Municipal de Natal na próxima segunda-feira (6) para prestar esclarecimentos.

"A CEI é politiqueira. Não houve irregularidades. Não houve desperdício. Não pretendo comparecer. Nos próprios depoimentos, Juliana, ex-funcionária que deixou a prefeitura para trabalhar na iniciativa privada, disse que é normal a perda de 10% a 15% dos remédios", concluiu o ex-prefeito.

Fonte: Jornal Correio da Tarde - Edição desta quinta-feira

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