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8 de mai. de 2009

Governadores do Nordeste querem encontro com Lula para que pleitos sejam atendidos

Fotos: Ivanízio Ramos
Wilma de Faria foi a anfitriã do encontro dos governadores do Nordeste

Os governadores do Nordeste encerraram o 10º Fórum de Governadores do Nordeste, realizado nesta sexta-feira(8) em Natal, anunciando para os próximos dias uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Reunião ainda não tem data nem lugar, mas poderá ser na Bahia ou em Pernambuco.

A idéia é obter do presidente o compromisso do governo federal a partir de um documento apresentado pelo ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, objetivando implantar o Projeto Nordeste a partir de 11 pontos principais.

Ao final do encontro, os governadores assinaram o termo de solicitação de empréstimo junto ao BNDES, que prevê a liberação de R$ 2,1 bilhões para os Estados do Nordeste, através do Programa Emergencial de Financiamento.

Para o Rio Grande do Norte serão liberados R$ 167 milhões. A governadora Wilma de Faria adiantou que os recursos serão destinados à obras de infra-estrutura e agronegócio.

"Vamos dar prioridade a obras de estradas e complementar o saneamento que já estamos ralizando em todo o Estado. A meta é dobrar a área saneada de 33% para 60%", disse Wilma de Faria.

Projeto Nordeste - Ao presidente Lula, os governadores pretendem buscar mecanismos que superem os entraves burocráticos, queixa de todos os governadores presentes ao encontro.

Eles vão propor a criação de um fundo de Defesa Civil, a exemplo do que ocorre nas áreas de Educação e Saúde, para situações atípicas como as chuvas que caíram acima da média no Nordeste este ano e no ano passado provocando enchentes em, praticamente, todos os Estados da região.

Pontos do Projeto Nordeste apresentados pelo ministro Mangabeira Unger:

1 – Implantação de uma nova agência de crédito para pequenos e médios empresários;

2 – Assegurar a concretização de grandes projetos indutriais, como refinarias, por exemplo;

3 – Formalização das Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs);

4 – Trabalhar na agricultura com a colaboração entre entes privados, sociedade civil e Estados;

5 – Soerguer a agricultura de subsistência, dessa vez de forma ampla e eficaz;

6 – Formatar uma nova escola de ensino médio, enfatizando o ensino técnico;

7 – Consolidar o ensino à distância, especialmente via internet;

8 – Viabilizar um choque entre ciência e tecnologia, por meio das universidades;

9 – Unir aos projetos sociais do governo federal, a capacitação profissional aos chefes de família;

10 – Dar ênfase às obras de infraestrutura para unir fisicamente de uma forma definitiva o Nordeste;

11 – Revitalizar concretamente a Sudene para que ela coordene todas essas ações.

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