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7 de abr. de 2009

Ex-secretário municipal de Saúde diz que os remédios vencidos encontrados na SMS não enchem metade de um caminhão-baú

Milhares de medicamentos vencidos na Secretaria Municipal de Saúde

O ex-Secretário Municipal de Saúde, Edmilson Albuquerque, contesta veementemente os dados fornecidos pela administração da prefeita Micarla de Souza em relação aos medicamentos vencidos que foram encontrados na Secretaria Municipal de Saúde(SMS).

Edmilson não nega a existência de um lote de remédios vencidos. Ele diz, no entanto, que a quantidade encontrada é incapaz de encher metade de um caminhão-baú.

Já a SMS garante que a quantidade de remédios vencidos e que ainda está estocada dá para encher dez caminhões-baú.

“Temos informações de que no ano passado foram incinerados 6.350 kg e 50.800 litros de medicamentos vencidos e ainda resta um estoque que dá pra encher 10 caminhões baú”, afirma José Oswaldo, chefe do Departamento de Material e Patrimônio da SMS.

O ex-secretário Edmilson Albuquerque esclarece que é comum se perder de 5 a 10% de um pedido, seja por sobra, por manipulação indevida ou por falha de estocagem. Como “É comum também se fazer um pedido de medicamentos para uma demanda que pode ou não ser atingida”, diz o ex-secretário do Governo de Carlos Eduardo.

Irresponsável - Ele afirma que na época, percebendo a validade estreita dos produtos, o município procurou o laboratório para fazer o recolhimento dos medicamentos, através da carta comercial de número 0019/2008, chegando a emitir notas fiscais para o transporte do material.

Contudo, segundo Edmilson, o fornecedor não se manifestou em tempo, apesar de ser um dos laboratórios oficiais que mantinham negócios com a Secretaria.

O ex-auxiliar de Carlos Eduardo enfatiza que é inteiramente irresponsável e fora da verdade a notícia sobre a incineração de 6 mil quilos e 50 litros de medicamentos por parte da Urbana.

“Nos anos de 2007 e 2008 a Urbana não realizou nenhuma coleta hospitalar, deixando os medicamentos acumulados. Tudo isso não procede, até mesmo porque esse montante que tem hoje lá é o acumulado desses dois anos e é a quantidade de um ano sem coletar”, explica o médico Edmilson Albuquerque.

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