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27 de mar. de 2009

Morre no Rio de Janeiro, aos 78 anos, o educador potiguar Moacyr de Góis, idealizador da campanha "De pé no chão também se aprende a ler"

Foto: Divulgação
O norte-riograndense Moacyr de Góis criou a campanha "De pé no
chão também de aprende a ler", que marcou a educação potiguar


O escritor e educador Moacyr de Góes morreu na tarde desta sexta-feira(27), aos 78 anos, depois de lutar durante três anos contra o câncer.

Era casado com a historiadora Maria Conceição Pinto de Góes e o casal tinha cinco filhos e seis netos, entre eles o diretor de teatro Moacyr Góes e o ator Leon Góes.

Ele será velado a partir das oito horas da manhã deste sábado no Cemitério de São João Batista e o enterro está marcado para o meio-dia.

Nascido em agosto de 1930 em Natal, no Rio Grande do Norte, o professor Moacyr de Góes dedicou a vida à educação.

Escreveu vários livros e ficou conhecido em todo o país por ter sido o criador da campanha "De pé no chão também se aprende a ler", uma das mais ricas experiências de educação popular do início dos anos 60, que combateu o analfabetismo em Natal.

Moacyr de Góes formou-se em direito na Faculdade de Recife, e foi secretário de Educação de Natal no governo de Djalma Maranhão, de 1962 a 1964.

Preso e punido como subversivo, foi afastado dos cargos e das funções públicas. Veio para o Rio com a mulher e os cinco filhos, e deu aulas em várias escolas, entre elas o Colégio São Vicente de Paulo. Com a anistia, foi reintegrado como professor de história da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Durante o governo de Saturnino Braga, foi secretário municipal de Educação. Depois, no início dos anos 90, assumiu a mesma pasta em Natal, no governo da prefeita Wilma de Faria.

Autor de cinco livros, escreveu também as memórias sobre o período em que ficou presos logo após o golpe de 1964. O último livro, "Chão das almas", mistura ficção com fatos históricos das décadas de 30 e 40.

Um dos filhos do educador, Moacyr Góes, roteirista e diretor de cinema, definiu o pai com um apaixonado pela educação.

- Foi um homem público e nunca enriqueceu - orgulha-se Moacyr Góes, que suprimiu o "de" e o "Filho" de seu nome artístico.

Fonte: O Globo

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