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4 de fev. de 2009

Imoralidade na Câmara Federal: Deputados licenciados reassumem mandatos para votar em Michel Temer e embolsar R$ 16 mil

Veja que tamanha imoralidade: seis deputados federais, que estão licenciados do cargo e assumem o comando de secretárias municipais e estaduais, reassumiram seus mandatos apenas para votar na eleição da nova mesa diretora da Câmara dos Deputados e receber a quantia de R$ 16.500,00, valor do salário mensal de um parlamentar.

O benefício, chamado "indenização", é pago aos parlamentares todo ano no início e no fim dos trabalhos legislativos, a título de ajuda de custo pelo deslocamento e outros gastos que permitem o comparecimento às sessões.

Vale para os titulares e para os suplentes, na primeira vez que assumem o mandato a cada ano.

Na segunda-feira(2), reassumiram os mandatos os secretários estaduais Alberto Fraga (DEM-DF) e Osmar Terra (PMDB-RS) e os municipais Walter Feldman (PSDB-SP) e Jorge Bittar (PT-RJ).

Em 29 de janeiro, reassumiu o secretário de Trabalho do Distrito Federal, Bispo Rodovalho (DEM), e, no dia seguinte, foi a vez do secretário de Desenvolvimento Urbano do DF, Cássio Taniguchi (DEM).

Todos são eleitores do novo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e a maioria, dizendo-se surpresa com o vencimento adicional, prometeu doar o valor recebido a uma instituição ou encaminhar ofício à Câmara pedindo que o depósito, previsto para o dia 10, não seja feito.

Proporcional - Diante do absurdo, a nova mesa diretora da Câmara decidiu nesta quarta-feira (4) que o pagamento da ajuda de custo aos deputados, no início das sessões legislativas, será proporcional aos dias trabalhados.

Atualmente, essa ajuda de custo equivale a um salário de deputado: R$ 16.510,09. A medida, de acordo com o novo presidente da Câmara, Michel Temer, vai valer a partir do próximo ano.

O primeiro secretário da mesa, deputado Rafael Guerra, afirmou que conversará com os seis parlamentares para que eles devolvam o dinheiro.

É por essas e outras que há um descrédito total da população na classe política.

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