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8 de fev. de 2009

Ex-prefeito Carlos Eduardo vive um momento de isolamento politico

O ex-prefeito Carlos Eduardo se equivoca ao afirmar que o pacto firmado por Iberê, Robinson e João Maia visando as eleições de 2010 é anti-democrático e arrogante.

Não é nem uma coisa e nem outra. É legítimo e faz parte do jogo político.

E como classificar a atitude de Carlos Eduardo se posicionando contra a candidatura do deputado Rogério Marinho a prefeito de Natal sendo ele(Carlos) o presidente municipal do PSB, partido pelo qual Rogério queria disputar a Prefeitura?

Seria Carlos um traidor? Um infiel? Um incoerente? Um arrogante, pois deixou de lado uma pré-candidatura legítima e construída nas bases do PSB, por outra de outro partido e que já havia até desistido da disputa?

Na verdade, Carlos Eduardo está enciumado e meio que frustrado com o fato de seu nome não constar no leque de opções do grupo da governadora Wilma de Faria para a disputa do Governo do Estado em 2010.

Carlos sabe que não tem a preferência da governadora e não mantém um bom relacionamento político com os principais líderes políticos dos partidos que integram a base de sustentação política do governo Wilma de Faria. À exceção do PT, com quem Carlos tem boa afinidade.

Isolamento - O ex-prefeito vive hoje um momento de isolamento político, com um agravante: está sem mandato e sem exercer nenhum cargo público.

À exceção do pai, ex-prefeito Agnelo Alves, e do vereador Raniere Barbosa, quais as lideranças políticas com potencial eleitoral que integram o grupo político de Carlos Eduardo?

Carlos não contabiliza o apoio de nenhum deputado estadual, nenhum deputado federal e nenhum vereador da Câmara Municipal de Natal, à exceção de Raniere.

Em relação a prefeitos, o único com alguma ligação com Carlos é Maurício Marques, muito mais por causa de Agnelo do que por ser um liderado do ex-prefeito de Natal.

E é exatamente por isso que Carlos critica o pacto feito por Iberê, Robinson e João Maia com vistas às eleições de 2010, que conta com o aval da governadora Wilma de Faria.

Carlos sabe que sem o apoio do grupo de Wilma não vai viabilizar sua candidatura a governador.

Alternativas – Mas Carlos Eduardo tem algumas saídas. Uma delas seria ele ingressar no PMDB e lutar para ser o candidato do partido ao Governo do Estado.

O problema é que Carlos encontra fortes resistências no PMDB, a partir do presidente regional do partido, o deputado-primo Henrique Alves.

Henrique e Carlos não se bicam.

Outra alternativa seria Carlos se filiar ao PT e disputar a sucessão estadual pelo partido do presidente Lula.

Seria até um gesto de gratidão do PT com Carlos, que foi o principal arquiteto da candidatura de Fátima Bezerra à Prefeitura de Natal em 2008.

Mas falta ainda muito chão para as eleições de 2010.

O atual quadro político está indefinido, totalmente em aberto, e como se trata de política, tudo pode acontecer até o início do próximo ano.

A conferir.

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