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6 de fev. de 2009

Deputado Mineiro insinua que Micarla assinou contrato com as cooperativas pelas ligações do secretário de Saúde com as entidades médicas

Em artigo escrito no blog que mantém na blogosfera, o deputado Fernando Mineiro(foto) declara que no embate entre a categoria médica e o poder público quem saiu vitorioso foi o setor privado.

Segundo Mineiro, a Prefeitura de Natal cedeu às pressões das entidades médicas e assinou o contrato com as cooperativas nos mesmos moldes do contrato assinado na gestão do ex-prefeito Carlos Eduardo.

“O fim do movimento é a volta ao seu início: a Prefeitura de Natal assumiu o contrato com as cooperativas médicas basicamente nos mesmos termos do contrato anterior, onde o Governo do Estado arca com 60% dos custos e a Prefeitura com 40%”, diz Mineiro.

Segundo o deputado, todo final ou início de ano os contratos firmados entre governos e cooperativas médicas que prestam serviços ao SUS se vencem.

Quanto isso acontece, prossegue Mineiro, anestesiologistas e outras especialidades médicas promovem “um blecaute” nos serviços de saúde como forma de pressionar o poder público para que haja a renovação dos contratos.

“Desta vez não foi diferente. E não foi diferente, também, o resultado: o privatismo saiu vitorioso”, enfatiza o deputado do PT.

Mineiro frisa ser legítimo o movimento de qualquer corporação em lutar em defesa da melhoria de suas condições de trabalho e a conquista de melhor remuneração. O parlamentar assinala, no entanto, que a movimento de algumas especialidades médicas se transforma em chantagem.

“O que assistimos anualmente na área da saúde pública do RN extrapola e atropela a justa luta e beira à chantagem. O setor público e a sociedade se tornaram reféns de algumas especialidades médicas que usam muito bem o seu poder de decisão sobre a vida e a morte da parcela da população que precisa do SUS. E continuarão a sê-lo ainda por um bom tempo, caso os governos, em todos os níveis, não revejam o papel que desempenham em relação à oferta dos serviços de saúde”, observa Mineiro.

Fernando Mineiro insinua no seu artigo que a Prefeitura de Natal assinou os contratos diretamente com as cooperativas, sem a intermediação do Ministério Público, que vinha acompanhando o caso e propunha um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), por causa da vinculação do secretário municipal de Saúde, Levi Jales, com as entidades médicas.

“Esta atitude da Senhora Micarla não me causou nenhuma surpresa. Afinal de contas, é público e notório que a indicação do atual secretário de Saúde de Natal foi feita por algumas lideranças das entidades médicas, que estão envolvidas diretamente no conflito”, dispara Mineiro.

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