A tragédia provocada pelas enchentes em Santa Catarina serviu de mote para o pronunciamento da deputada estadual Márcia Maia (PSB), na sessão desta terça-feira (2), na Assembléia Legislativa.Na visão dela, os Estados do Nordeste — incluindo o Rio Grande do Norte — não receberam do governo federal o mesmo tratamento dispensado a Santa Catarina quando passaram por drama semelhante, entre março e maio deste ano.
Márcia reconheceu que todos os esforços empreendidos pelo Poder Central para minimizar os danos estruturais e humanos no Estado do Sul são justos e necessários. Reclamou, porém, do fato de que esses mesmos esforços não foram verificados no Rio Grande do Norte e em outros Estados nordestinos no momento em que as cheias castigavam suas populações.
Ela deu como exemplo o excesso de burocracia apresentado por pastas como o Ministério da Integração Nacional para liberar recursos para o Nordeste, lembrando que o auxílio para Santa Catarina foi viabilizado de imediato.
Conseqüências graves - Em seu pronunciamento, a vice-presidente da Assembléia Legislativa ponderou que, em termos proporcionais, as conseqüências das enchentes no Rio Grande do Norte também são muito graves. "Tanto que são sentidas até hoje", frisou.
A deputada reiterou que não estava criticando o conjunto de medidas em favor de Santa Catarina, apenas a falta da mesma mobilização quando a catástrofe natural atingiu o Nordeste.
"Não é o caso de se medir, digamos, o tamanho das catástrofes. Para mim, tragédia é tragédia, dignidade humana é dignidade humana e vida é vida. Não há como mensurar as coisas por este caminho", observou.
E acrescentou: "Mas podemos questionar, sim, o fato de que, além do Rio Grande do Norte, alguns outros Estados da região Nordeste sofreram problemas parecidos e não receberam tratamento semelhante. A distância entre intenção e gesto, no caso do Nordeste, foi enorme, e a sensibilidade, infelizmente, não foi a mesma".



0 comentários:
Postar um comentário