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2 de dez. de 2008

Garibaldi diz que PMDB não tem candidato ao Governo do Estado em 2010

Fotos: Divulgação
Em entrevista ao blog de Robson Pires(www.robsonpiresxerife.com), na última sexta-feira, quando esteve em Caicó, participando da missa de 7º dia pela morte de Oscarina Torres, o senador Garibaldi Filho afirmou que o PMDB não dispõe de candidato natural ao Governo do Estado em 2010.

Ele disse que o único nome que ainda se fala no partido é Henrique Alves, mas não acredita que o presidente estadual do PMDB esteja pensando em se candidatar a governador.

Garibaldi também assinalou que não é hora de antecipar sua preferência por nomes para disputar o Governo e o Senado em 2010. Garibaldi frisou que o quadro político para 2010 está em aberto.

Confira a entrevista de Garibaldi ao blog de Robson Pires:

Blog – Senador, muito já se fala em formação de chapa para as eleições de 2010. A Revista Veja chegou a anunciar a chapa: Rosalba Ciarlini, DEM, (governo) e Garibaldi Alves, PMDB, e José Agripino, DEM (senadores). Procede?
Garibaldi – Não! É muito cedo para se falar em chapas. Isso só poderá acontecer depois de muitas articulações e quando o partido (PMDB) se pronunciar que sobre que aliança vai somar e quem vai somar.

Blog – O senhor acha possível uma aliança com a governadora Wilma de Faria? Ou descarta essa possibilidade?
Garibaldi – No momento eu acho possível qualquer dessas alianças. Não foi feita ainda uma avaliação. Depois das eleições de Natal nós declaramos que poderíamos continuar com aquela aliança em nível de Estado. Mas, isso também não está efetivado, não está decidido. Não há definição no momento como a Veja falou. É preciso ter muito cuidado para não perder companheiros. Se você se precipita e coloca publicamente um desejo seu, sem antes você conversar com os companheiros de partido, você se arrisca a dividir o partido. E uma divisão do partido é fatal. Às vezes até uma dissidência poderá causar um estrago muito grande.

Blog – Preferencialmente de que lado o senhor gostaria de ficar?
Garibaldi – Essa sua pergunta tem uma premissa inteiramente impeditiva para eu responder no momento. Eu tenho preferência, mas como eu disse há pouco…

Blog – Mas quem é o senhor prefere?
Garibaldi – Eu não posso revelar no momento. Eu acho que não chegou a hora de revelar. É como eu lhe disse. Se eu começar a revelar eu vou encontrar, eu posso encontrar, muito entusiasmo por um lado e posso encontrar alguma resistência por outro. É preferível trabalhar antes, nos bastidores. Eu dizendo isso estou fazendo um apelo até a outros companheiros nossos. Que aguardem esse sistema de consulta que nós vamos estabelecer. Porque nós não temos uma candidatura natural, hoje, por exemplo.

Blog – Rosalba não seria uma candidata natural?
Garibaldi – Eu digo nós do PMDB. Nós do PMDB não temos uma candidatura natural. Nós não temos dentro do partido.

Blog – Mas o PMDB poderá apresentar candidato ao Governo?
Garibaldi – Pode ter. Até foi falado isso hoje.

Blog – Onde foi falado e qual nome foi falado?
Garibaldi – No encontro do PMDB. Foi falado o nome do deputado federal Henrique Alves. Mas eu não creio que o deputado esteja pensando. A não ser que ele possa dizer daqui a pouco… daqui a um minuto… mas ele também pode dizer o contrário. Mas até agora ele não disse que pretende ser candidato a governador. Eu não pretendo como todos sabem.

Blog – Senador, essa sua insistência em não querer participar do Governo de Wilma de Faria seria uma previsão de não querer uma aproximação com a governadora?
Garibaldi – Não. Não é propriamente isso. Eu não sei. É uma reserva, é uma (pausa) possibilidade que eu tô criando… que eu creio que o partido tem que criar… de independência absoluta para poder escolher a sua coligação. Falta pouco tempo para o governo dela terminar. Se o partido se engaja no governo eu não vejo como se desatrelar disso.

Blog – Mas o senhor está discordando do ponto de vista que defende Henrique Eduardo Alves.
Garibaldi – É por que cada um tem seu ponto de vista.

Blog – Henrique defende, não é?
Garibaldi – É. Cada um tem seu ponto de vista. O que agente deve preservar é isso que eu disse a você. Não querer botar o carro na frente dos bois. Preservar isso para na hora certa ter condições de tomar uma decisão sem ser obrado por ninguém. A pior coisa do mundo é a cobrança. Você toma uma definição e recebe uma cobrança porque não tinha condições de tomar aquela decisão.

Blog – O deputado federal, João Maia, que controla o Partido da Republica no Rio Grande do Norte, poderia se tornar, futuramente, um forte aliado seu?
Garibaldi – Deus queira, né? Ele é um nome muito forte. A minha resposta é essa: Deus queira.

Blog – Mas já não tem muita gente do lado de lá?
Garibaldi – Lá, onde?

Blog – No seu sistema político.
Garibaldi – Não, você colocou como se ele fosse se aliar… se integrar… como aliado.

Blog – Mas ele tem pretensões políticas também.
Garibaldi – Também, não tem problema.

Blog – Ele seria um bom nome para o governo estadual? Para o Senado?
Garibaldi – Claro, um bom nome.

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