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16 de nov. de 2008

Robinson Faria reafirma desejo de disputar o Governo do Estado em 2010

Fotos: João Gilberto
O deputado Robinson Faria, presidente da Assembléia Legislativa, é um político com muitas qualidades. E uma delas é a sinceridade. Robinson assume suas posições políticas, mesmo que às vezes não agrade a fulano ou a sicrano.

Robinson não esconde o seu desejo de disputar o Governo do Estado em 2010. E deixa isso muito claro nas conversas e nas entrevistas que concede a imprensa. Bem ao contrário de outros políticos, como a senadora Rosalba Ciarlini, por exemplo.

Rosalba está em campanha há muito tempo, mas sempre nega que deseja disputar o Governo do Estado. E demonstrar o desejo, a intenção de concorrer a um cargo eletivo é natural, legítimo e faz parte do jogo democrático.

E é esse o comportamento do deputado Robinson Faria. O presidente da Assembléia diz claramente que tem um projeto de concorrer ao Governo em 2010 e vai tentar viabilizar sua candidatura. Se não conseguir, será candidato a outro cargo eletivo.

É o que ele reafirma na entrevista concedida ao jornal Tribuna do Norte, edição deste domingo. Robinson diz claramente que está em campanha, mas de forma natural, se apresentando ao eleitor, sem sofreguidão.

Confira trechos da entrevista de Robinson à Tribuna do Norte:

Tribuna - Como pretenso candidato ao Governo, qual sua estratégia para consolidar essa candidatura?
Robinson
- A minha estratégia principal é não ter sofreguidão. É confiar no caminho natural. Eu quero que o Rio Grande do Norte primeiro me conheça. Eu sou muito pé no chão. Eu nunca disputei uma candidatura majoritária. Mas isso não é nada contra. A notoriedade não significa vitória. A notoriedade às vezes é até prejudicial. Eu quero me apresentar. Eu vou rodar todo o Estado para apresentar minhas propostas. E tenho muita coisa para conversar com a população de cada região. É lógico hoje que eu não vou aqui esconder, não vou ficar com hipocrisia: pretendo ser candidato a governador. Meu nome está colocado, mas não é só por mim não. Está colocado por vários deputados de partidos diferentes. Está colocado por prefeitos de diversos partidos. A minha região, onde comecei a vida pública, também, tem uma expectativa que eu dispute o governo do Estado. Isso é uma coisa real, não é algo utópico ou devaneio meu. Por quê? Porque eu fui o deputado mais votado do estado, meu filho foi o deputado federal mais votado e meu partido foi o que elegeu maior número de deputados. Isso são evidências de que há uma leveza no meu nome. Não quero dizer que estou garantido como candidato a governador, eu vou ter de construir essa candidatura. Essa certeza eu não tenho. Agora, eu irei buscar isso.

Tribuna - O senhor já está em campanha para isso?
Robinson
- Eu estou em campanha. Mas uma campanha natural. Não uma campanha fechando a porta. Mas uma campanha de propostas, de discutir regionalmente para o Rio Grande do Norte conhecer meu pensamento. Candidato a cargo majoritário tem de nascer de um processo natural. Não adianta Robinson ter o apoio da governadora, de senador ‘A’ ou ‘B’, se não tiver o desejo da população de eu ser o candidato.

Tribuna - O senhor considera uma vantagem para o seu nome o fato de ter diálogo tanto com a governadora Wilma de Faria, quanto com o senador José Agripino quanto com o deputado Henrique Eduardo Alves?
Robinson
- Eu tenho diálogo com todos. Tenho portas abertas com todos. Sou amigo pessoal do deputado Henrique. Sou amigo pessoal da governadora Wilma de Faria. E tem deputados do PMDB que me apóiam para governador, que é o caso do deputado José Dias. Agora a minha parceira política é a governadora Wilma de Faria. Parceira definida e clara.

Tribuna - O senhor espera contar com o apoio dela para sua candidatura?
Robinson
- Quero construir essa minha caminhada com ela.

*****
Mas claro impossível o projeto de Robinson Faria. E ele está certo em buscar a consolidação do seu nome, até porque sua atuação política – ao longo de sua vida pública – se restringia à região Agreste. E para consolidar sua candidatura ao Governo do Estado, Robinson precisa se apresentar ao povo do Rio Grande do Norte, discutir o Estado, mostrar seu pensamento, suas idéias. Agora, como ele bem diz, isso não significa que conseguirá consolidar seu nome junto ao eleitorado. Mas vai trabalhar para isso.

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