Foto: Divulgação
Depois de quase duas semanas em férias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retoma sua agenda política em Brasília e pode se reunir nesta segunda, 12, com o senador José Sarney (PMDB-AP) para definir o quadro eleitoral no Senado.
A expectativa de aliados do senador é de que, nesse encontro reservado, ele finalmente confirme a Lula o desejo de retornar ao comando da Casa a partir do dia 2 de fevereiro.
Com uma condição: desde que seu nome seja consenso entre os partidos e tenha a benção do próprio Lula.
O resultado dessa conversa será decisivo para que, amanhã, em reunião com os ministros da coordenação política do governo, o presidente possa traçar a estratégia a ser adotada pelo Planalto nos próximos 20 dias, que antecedem as eleições dos presidentes da Câmara e Senado.
Lula quer evitar uma nova crise no Congresso por causa de disputa nas eleições das duas Casas.
Na conversa com Lula, Sarney deve traçar um quadro positivo das sondagens feitas entre a base aliada e a oposição. O maior obstáculo é o PT, que lançou o senador Tião Viana (AC).
Os aliados de Sarney não acreditam em rebelião de senadores petistas: "O PT tem interesse na normalidade política do País", disse um ministro do PMDB. Nesse caso, a expectativa é que Lula compense Tião Viana com um cargo de destaque e o Ministério da Saúde já foi cogitado.
Outro empecilho a remover é o atual presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), que se lançou à reeleição. A oposição argumenta que sua eventual reeleição poderá ser questionada na Justiça, trazendo crise política.
A oposição, por sua vez, estranha o fato de Lula não ter rebatido até agora a candidatura de Garibaldi, que inclusive prega a independência do Legislativo.
Segundo senadores do DEM, a eventual reeleição de Garibaldi vai desgastar o Congresso e dar argumentos favoráveis ao terceiro mandato do Presidente da República.
Se for reconduzido, Garibaldi poderia se reeleger em 2011, quando começa uma nova legislatura. Para a oposição, Lula teria aí um argumento forte: usar o exemplo de Garibaldi e atribuir a iniciativa do terceiro mandato ao próprio Congresso.
Fonte: Jornal O Estado de S.Paulo, hoje.
A expectativa de aliados do senador é de que, nesse encontro reservado, ele finalmente confirme a Lula o desejo de retornar ao comando da Casa a partir do dia 2 de fevereiro.
Com uma condição: desde que seu nome seja consenso entre os partidos e tenha a benção do próprio Lula.
O resultado dessa conversa será decisivo para que, amanhã, em reunião com os ministros da coordenação política do governo, o presidente possa traçar a estratégia a ser adotada pelo Planalto nos próximos 20 dias, que antecedem as eleições dos presidentes da Câmara e Senado.
Lula quer evitar uma nova crise no Congresso por causa de disputa nas eleições das duas Casas.
Na conversa com Lula, Sarney deve traçar um quadro positivo das sondagens feitas entre a base aliada e a oposição. O maior obstáculo é o PT, que lançou o senador Tião Viana (AC).
Os aliados de Sarney não acreditam em rebelião de senadores petistas: "O PT tem interesse na normalidade política do País", disse um ministro do PMDB. Nesse caso, a expectativa é que Lula compense Tião Viana com um cargo de destaque e o Ministério da Saúde já foi cogitado.
Outro empecilho a remover é o atual presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), que se lançou à reeleição. A oposição argumenta que sua eventual reeleição poderá ser questionada na Justiça, trazendo crise política.
A oposição, por sua vez, estranha o fato de Lula não ter rebatido até agora a candidatura de Garibaldi, que inclusive prega a independência do Legislativo.
Segundo senadores do DEM, a eventual reeleição de Garibaldi vai desgastar o Congresso e dar argumentos favoráveis ao terceiro mandato do Presidente da República.
Se for reconduzido, Garibaldi poderia se reeleger em 2011, quando começa uma nova legislatura. Para a oposição, Lula teria aí um argumento forte: usar o exemplo de Garibaldi e atribuir a iniciativa do terceiro mandato ao próprio Congresso.
Fonte: Jornal O Estado de S.Paulo, hoje.

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