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7 de out. de 2010

Senador João Faustino: "A escola pública brasileira é de faz-de-conta, com raríssimas exceções"

O senador João Faustino (foto) defendeu nesta quinta-feira(7), em pronunciamento no plenário do Senado, a formulação de uma ampla política educacional como forma de garantir ensino de qualidade a todos os brasileiros.

O senador considera que o atraso educacional é o principal indício da fragilidade do Brasil diante de um mundo cada vez mais informatizado, complexo e instruído.

“Sem educação qualificada e inclusiva não vamos alcançar a igualdade social que tanto desejamos”, afirmou Faustino.

O parlamentar ressaltou que embora o Brasil tenha registrado avanços no campo educacional nas duas últimas décadas, o País ainda está "muito longe" de assegurar educação de qualidade à população de forma definitiva.

Ele citou dados da última Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicilio (PNAD) divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Se nos últimos dez anos quase dobrou o número de trabalhadores de idade entre 18 e 24 anos que concluiu o ensino médio, 33% dessa faixa etária abandonou o curso sem alcançar a graduação mínima exigida, gerando uma taxa de evasão de 10%, muito superior à registrada no Paraguai (2,3%), Chile (perto de 3%) e Uruguai (7%)”, enfatizou o senador tucano.

Além da precariedade do sistema educacional, João Faustino registrou que os professores convivem com o subemprego, instalações de ensino inadequadas e inexistência de material didático eficiente.

“A escola pública brasileira é de faz-de-conta, com raríssimas exceções”, assinalou Faustino.

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