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1 de out. de 2009

Luiz Almir: "Não aceito puxão de orelhas. Sou empregado do povo e não propriedade do Governo"

Dois temas dominaram a sessão da Assembléia Legislativa nesta quarta-feira(30): a contratação dos suplentes do concurso da Polícia Militar e a legalização do transporte alternativo que faz a ligação entre o interior e a capital.

Os dois assuntos foram abordados pelos deputados Nelter Queiroz, Luiz Almir, Gilson Moura e Gustavo Carvalho. Todos da base aliada do Governo Wilma de Faria.

À exceção de Gustavo Carvalho, os demais deputados defenderam a convocação dos suplentes da PM pelo Governo do Estado. E criticaram a aplicação de multas aos donos dos transportes alternativos.

Quem primeiro se posicionou contra a aplicação das multas foi Nelter Queiroz, que considera o ato do Governo “uma injusta”.

Gilson Moura também saiu em defesa dos proprietários dos alternativos e anunciou para o dia nove de outubro uma audiência pública para discutir o assunto. Gilson também defendeu que o Governo contrate os suplentes da PM.

O deputado Luiz Almir seguiu na mesma linha do Nelter e de Gilson, criticando a insegurança reinante no Estado e solicitando a contratação imediata dos suplentes.

“Eu não aceito dizer que não tem dinheiro. Isso está errado. A contratação não é despesa, é investimento. Esse pessoal precisa ir trabalhar nas ruas para garantir a segurança da população”, afirmou Luiz Almir.

Foi aí que o clima esquentou, já que o deputado Gustavo Carvalho pediu um aparte e saiu em defesa do Governo Wilma de Faria.

Ele disse que as multas aplicadas aos proprietários e motoristas dos alternativos estavam de acordo com decisão judicial. E que o Governo Wilma foi o único no Estado a convocar suplentes da PM.

Gustavo criticou os colegas de bancada e disse que não era hora de discurso político. “Não é hora de discurso político. Acho que os problemas têm que ser resolvidos, mas é preciso se ter a sensibilidade”, declarou Gustavo.

Luiz Almir não gostou do “carão” de Gustavo e reagiu de forma contundente: “Não sou propriedade do Governo. Não aceito puxão de orelha. Governo bom precisa de aliados que contestem. Ele não pode tomar medidas para prejudicar os pobres. Por que o transporte é clandestino? Essas pessoas precisam trabalhar. Sou da bancada do Governo, mas tenho que ter liberdade para dizer o que quiser. Sou empregado do povo, não propriedade do Governo”.

A líder do Governo na Assembléia, deputada Larissa Rosado, não estava no plenário. Ela se encontrava em Mossoró nas festividades do 30 de Setembro.

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