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6 de ago. de 2009

Ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, não vai depor na CPI da Petrobrás

Foto: Antonio Cruz/Abr
Apesar das críticas da oposição, a CPI da Petrobras aprovou, por unanimidade, nesta quinta-feira (6) o plano de trabalho do relator, Romero Jucá (Foto).

Por acordo, temas polêmicos ficaram para ser analisados depois – entre eles a possibilidade de investigação sobre a Fundação José Sarney. Inicialmente, 20 pessoas serão convidadas a depor na CPI.

Na próxima terça-feira será iniciada a fase de tomada de depoimentos com a presença prevista do secretário-interino da Receita Federal, Otacílio Dantas Cartaxo.

Entre os depoentes contemplados no plano de Jucá estão ainda os presidentes da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, além de oito diretores e gerentes da estatal e outros quatro da agência.

Os 66 requerimentos que Jucá desejava rejeitar de imediato serão debatidos no decorrer dos trabalhos da comissão. Todas as testemunhas serão apenas convidadas e não têm a obrigação de comparecer à comissão nem de assinar um documento se comprometendo a dizer a verdade.

Lina Vieira - Outro tema que provocou discussão foi a convocação da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira(Foto). Ela deixou o cargo após o questionamento à suposta manobra contábil da estatal para pagar menos tributos.

O senador Álvaro Dias, autor do pedido de CPI, criticou várias propostas de Jucá, como a exclusão da ex-secretária da Receita. Para o tucano, o depoimento seria importante porque a crítica à suposta manobra contábil da Petrobras ocorreu durante a gestão dela.

“Vossa excelência eliminou aqueles que possam denunciar, teríamos um tribunal só com advogado de defesa e sem promotor. Desta forma nós não investigaremos. As causas desta CPI não estariam alcançadas com este modelo, que é competente, mas é parcial. Há dois pesos e duas medidas”, disse o tucano.

Fonte: G1 da Globo

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