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16 de dez. de 2008

Garibaldi diz que conta com o apoio de Sarney

Foto: Agência Globo
O presidente do Senado, Garibaldi Filho, afirmou, na manhã desta terça-feira (16) que, na hora que o senador José Sarney quiser, está pronto para abrir mão da candidatura a presidente do Senado de 2009 a 2011 para apoiá-lo. Mas, por ora, conta com o fato de que Sarney está com ele.

A afirmação foi feita em entrevista no Salão Branco do Senado, quando os jornalistas o abordaram para saber sobre seu pleito para continuar presidindo a Casa pelos próximos dois anos.

“Na hora que ele [Sarney] quiser ser candidato, ele será o candidato, não tenhamos a menor dúvida. Agora, está se afunilando o processo. Ele continua dizendo que não será candidato, o partido optou pela candidatura própria, daí porque estou levando o meu nome para que tudo isso seja decidido amanhã [em reunião marcada pela liderança do PMDB]. Ele está decidido a me apoiar. Mas se amanhã ele disser que é candidato, eu deixarei de ser pré-candidato para apoiar a candidatura dele”, frisou Garibaldi.

- O senhor teme que o PMDB use sua candidatura para isolar Tião Viana [o candidato do PT acreano já em campanha para presidir o Senado] e ganhar tempo para preparar Sarney para ser candidato? - questionou um jornalista.

“Eu não sou bucha de canhão, não sou instrumento de ninguém. Eleição não é brincadeira. Não vejo ninguém no partido querendo conduzir isso dessa maneira. Eu acredito nos companheiros do partido, na liderança do partido, acredito que todos estão levando tudo isso a sério”, respondeu Garibaldi.

Nessa mesma entrevista, o presidente do Senado disse que o Palácio do Planalto não tem nada a temer com seu propósito de continuar à frente da Casa pelos próximos dois anos. “Eu sou apenas um presidente que zela pela instituição. E inclusive faço parte da base do governo - afirmou.

Questionado sobre a idéia da senadora petista Ideli Salvatti de contestar na Justiça sua candidatura, ele respondeu que esse é um direito dela, embora não entenda em que rito processual esse recurso possa ser acionado.

“Eu acho que nós deveríamos decidir na eleição e não no tapetão. Como é que um partido decide que vai ter candidato e não tem? Se ele decide que vai ter, ele tem que ter. Ou tem ou não tem. Eu vou testar isso amanhã”, declarou Garibaldi.

*Com informações da Agência Senado

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