Foto: Givaldo Barbosa
A cerimônia de instalação da comissão da Câmara que reformará o Código de Processo Civil, na quinta-feira, foi marcada pelo constrangimento. Indicado pelo PT para presidir a comissão, João Paulo Cunha (PT-SP) sentou-se ao lado do ministro Luiz Fux(foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), jurista que ajudou a formular o texto da reforma.
Fux demonstrou desconforto. Afinal, João Paulo é um dos réus no processo do mensalão, que deverá ser julgado no STF em 2012.
A ação apura suposto pagamento de propina pelo governo a parlamentares.
Fux já se comprometeu com a reforma e, por isso, terá de despachar constantemente com o petista.
O ministro deverá ainda conviver com o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), indicado por seu partido para presidir a comissão. Eduardo Cunha responde no STF por crime de uso de documento falso, em inquérito aberto em 2010.
O Ministério Público apresentou denúncia. Se for aceita, o inquérito será transformado em ação penal e o parlamentar, em réu. Fux não quis ontem falar do assunto. Ele coordenou a comissão de juristas que elaborou a proposta de reforma.




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