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4 de jul. de 2011

Flavio Azevedo: "As declarações de Paulo de Tarso foram infelizes, equivocadas e fora da realidade"

 Fotos: Assecom/Fiern
Presidente da Fiern, Flávio Azevedo, concedeu entrevista coletiva à imprensa...
 ...e rebateu as declarações do chefe da Casa Civil do Governo, advogado Paulo de Tarso

O presidente da Fiern, empresário Flávio Azevedo, rebateu as declarações feitas pelo secretário da Casa Civil do Governo do Estado, Paulo de Tarso, publicadas no jornal O Poti deste domingo(3).

Em entrevista coletiva à imprensa, nesta segunda-feira(4), Flávio Azevedo foi enfático: “As declarações de Paulo de Tarso foram infelizes, equivocadas e fora da realidade”.

Segundo o presidente da Fiern,  as colocações “indevidas” do chefe da Casa  Civil exigiram um posicionamento da FIERN. “Não poderíamos deixar de fazer os esclarecimentos à imprensa e à sociedade”, frisou Flávio.

Disparando:  “Os conceitos emitidos pelo secretário revelaram desconhecimento de  causa que surpreendem por se tratar de alguém no exercício de um cargo  público de tamanha responsabilidade e de um advogado com renome e cultura. Ele não tinha o direto de desconhecer fatos e preceitos constitucionais”.

Desconhecimentos

O presidente da FIERN ressaltou que um desses desconhecimentos ficou  nítido no momento em que o secretário apontou que a Federação teria  feito lobby para se opor ao Proimport (Programa Público de Apoio às  Importações do Exterior e Desenvolvimento Portuário e Aeroportuário do  Rio Grande do Norte).

De acordo com Flávio, a Fiern nunca deixou de reconhecer que a melhoria do Porto e a construção de um novo Aeroporto são fatores  de desenvolvimento para o Estado. “Mas também não se pode desconhecer que a importação não gera emprego no Rio Grande  do Norte”, disse o presidente da Fiern.

Acrescentando: “Ao contrário, a entrada de bens importados, muitas vezes,  impede a fabricação de produtos no país. A importação com incentivos  bloqueia, assim, a indústria nacional porque impõe barreiras à  competitividade. Não é incentivando uma atividade predatória que se vai  desenvolver o Rio Grande do Norte”. Para Flávio, o que  o Porto de Natal precisa é de infraestrutura para assegurar uma operação  adequada.

Além disso, explicou o empresário, o projeto para incentivos à  importação que foi enviado pelo governo à Assembléia Legislativa era  semelhante a outros programas contestados no Supremo Tribunal Federal.

“Tanto que, logo depois da proposta chegar à Assembléia, o STF decretou a  inconstitucionalidade do programa”, lembrou ele.

Flávio destacou que quando foi convidado a participar na  Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia de uma discussão sobre  o Proimport a Fiern levou essas preocupações de forma legitima. 

“A posição da Federação foi colocada publicamente,  com argumentos seguros e fortes. Não houve lobby. Houve participação num debate, como assegura a Constituição ao garantir a  presença das entidades de classe nas discussões de projetos e programas  que tenham repercussões econômica e social”, enfatizou Flávio Azevedo na entrevista coletiva.

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