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7 de jun. de 2011

Governo decide pedir na Justiça decretação da ilegalidade da greve dos policiais civis e anuncia que vai cortar ponto dos grevistas a partir desta quarta-feira

O Governo do Estado vai ajuizar nesta quarta-feira(8) uma Ação Civil Pública pedindo que a Justiça decrete a ilegalidade da greve dos policiais civis.
 Foto: Assecom/RN
A informação foi dada pelo procurador-geral do Estado, Miguel Josino(foto), na tarde desta terça-feira (7), na coletiva de imprensa concedida por ele e pelo secretário  da Administração, Anselmo Carvalho.

Além da Ação Civil Pública, o procurador-geral do Estado anunciou que determinou a suspensão do pagamento do salário dos grevistas a partir do dia do ajuizamento da ação, ou seja, a partir deste quarta-feira.

Miguel Josino afirmou que a atitude do Governo não se trata de intransigência, mas de um impedimento legal, momentâneo e circunstancial. “Entendemos que o diálogo é o melhor meio de tentarmos uma conciliação. Mas conciliação implica em concessão recíproca, significa ceder”, disse Josino.

O procurador frisou que das oito propostas reivindicadas pelos policiais civis, o Governo atendeu a seis. “Quanto aos outros dois pontos reivindicados, que é a aplicação do Plano de Cargos e Salários e a contratação dos concursados, fizemos uma explanação clara e aberta, mostrando que neste momento o Governo não pode ceder”, enfatizou Miguel Josino.

Segundo o procurador-geral, o Governo considera as solicitações justas e está fazendo todo o esforço para que num curto espaço de tempo possa atendê-las.

Miguel Josino fez um apelo aos grevistas para que eles voltem à mesa de negociação e compreendam que o momento é de dificuldade. 

“Se eles estiverem desconfiando dos números apresentados, se acham que são mentirosos, coloquem interlocutores aqui. Agora, é bom lembrar que todas as reuniões que tivemos com o Sindicato da Polícia Civil foram com a presença de dois Procuradores de Justiça”, disse Miguel.

Ele fez referência ao Procurador-Geral de Justiça Manoel Onofre e o Procurador de Justiça Fernando Vasconcelos, que participaram de duas rodadas de negociação com a categoria.

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