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16 de mai. de 2011

Tempo de TV de nanicos custou ao PT R$ 5,8 mi

Deu no jornal O estado de S. Paulo


Ao atrair três partidos nanicos para a coligação de Dilma Rousseff, na eleição de 2010, o PT elevou em quase 5% o tempo de sua candidata na propaganda em rede de rádio e televisão. Mas teve de desembolsar R$ 5,8 milhões em contribuições de campanha para esses aliados - na média, o custo por minuto extra de exposição ficou em quase R$ 300 mil.

O PSDB também se valeu da ajuda de dois nanicos para ganhar mais espaço no palanque televisivo. Da mesma forma, doou dinheiro - R$ 480 mil - para bancar campanhas dos aliados. Mas seu custo por minuto foi mais baixo: cerca de R$ 90 mil.

As transferências formais de recursos entre grandes e pequenos foram registradas nas prestações de contas dos partidos referentes ao ano de 2010, tornadas públicas pelo Tribunal Superior Eleitoral no início deste mês.

Mas os repasses registrados não são os únicos a reforçar os cofres dos nanicos. Partidos grandes também costumam ajudar os aliados a ter acesso a doações de grandes empresas (leia texto abaixo).

As prestações de contas de petistas e tucanos mostram que eles também repassaram recursos a partidos maiores, mas em proporção menor do que aos nanicos, levando-se em conta o tamanho das bancadas.

No caso de Dilma, aliados como PMDB, PSB e PDT foram recompensados também com ministérios e outros cargos após a vitória eleitoral - diferentemente das microlegendas, para quem o apoio financeiro é a principal contrapartida pela cessão de tempo de propaganda eleitoral.

O tempo de propaganda dos partidos é dividido com base no tamanho das bancadas eleitas para a Câmara dos Deputados na eleição anterior.

Em 2006, juntos, PSC, PRB e PTC conquistaram 13 vagas na Câmara, 2,5% do total de 513. Já o PMN e o PT do B elegeram quatro deputados - menos de 1% das cadeiras em disputa.

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