Foto: Moraes Neto
Deputado Fábio Dantas presidiu audiência pública sobre o Itep
A situação do Itep é muito mais grave do que se possa imaginar. Foi o que ficou constatado na audiência pública realizada ontem na Assembléia Legislativa para discutir a situação do órgão.
As dificuldades atingem todas os setores do Itep, a começar pela estrutura física e o local de funcionamento do órgão.
Segundo o presidente da Associação de Médicos Legistas do RN, Francisco Ferreira, o itep não tem mais como funcionar no local onde está instalado atualmente.
“O Itep não tem mais como funcionar naquele local, pois a vizinhança fica reclamando o tempo todo do mal cheiro dos cadáveres”, disse Francisco Ferreira.
Ele também afirmou que de 1970 até hoje quase não aconteceram investimentos no órgão.
E exemplificou: “Em 1970 havia no Itep uma mesa de necrópsia. Hoje, passados 40 anos, nós contamos com apenas duas mesas de necrópsia. Às vezes chegam seis corpos de uma vez. E como só existem duas mesas de necrópsia, quatro corpos têm que ficar no chão", frisou o médico legista.
E emendou: "Qual a família que vai gostar de ver seu parente morto no chão?”. É uma questão acima de tudo de respeito ao ser humano”.
E emendou: "Qual a família que vai gostar de ver seu parente morto no chão?”. É uma questão acima de tudo de respeito ao ser humano”.
Francisco Ferreira ainda frisou que existem apenas 13 médicos legistas no Itep para atender ao Estado todo. “É impossível atender a todos os casos”, enfatizou.
Também foi relatado na audiência pública o Itep conta apenas com 36 peritos criminais para atender a demanda de todo o Estado, quando seriam necessários 500 profissionais. “É 1 perito para cada 100 mil pessoas”, disse o deputado Hermano Morais(PMDB), que esteve presente à audiência pública.
Para o deputado Fábio Dantas(PHS), autor do requerimento que propôs a audiência pública, a saída para o Itep é a aprovação e implementação do Estatuto do órgão, que já foi elaborado e encaminhado à governadora Rosalba Ciarlini(DEM).
“O Estatuto prevê melhorias em todas as áreas do Itep e vai proteger todos os servidores do órgão”, afirmou Fábio.
A presidente do Sinpol, Vilma Marinho, criticou o Governo do Estado por não ter enviado nenhum representante para a audiência pública. “Foram convidados a governadora e os secretários de Administração e segurança Pública, mas ninguém do Governo apareceu e sequer justificou as ausências”, disse Vilma.

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