Páginas

22 de mar. de 2011

Em pronunciamento no plenário do Senado, Paulo Davim pede às autoridades que adotem políticas públicas de racionalização do uso da água

O senador Paulo Davim(foto) fez pronunciamento na sessão de hoje do Senado abordando o Dia Mundial da Água que transcorre nesta terça-feira(22). Davim pediu que as autoridades nos três níveis federativos que adotem políticas públicas de racionalização do uso da água.

O pedido foi feito com base em dados das Nações Unidas apontando que 2 bilhões de pessoas sofrerão com a escassez de água em 2050 no mundo.

De acordo com o senador do PV, enquanto a quantidade de água própria para o consumo disponível no mundo é de apenas 0,007%, o Brasil dispõe de 12% das reservas mundiais de água doce. No entanto, segundo ele, sua distribuição não é equânime, pois os recursos hídricos se concentram na Amazônia enquanto "milhares de nordestinos" sofrem com a seca.

“É preciso muita atenção sobre esse líquido raro, já que, diametralmente oposta à fartura das águas do Planeta, está a oferta de água para consumo”, alertou Paulo Davim.

A preocupação do senador é confirmada por dados do World Bank Group (Grupo Banco Mundial). Esses dados indicam que 60% das cidades européias com mais de 100 mil habitantes já sofrem com a escassez de água.

Ainda segundo o senador, outros dados apontam que cidades como Bangcoc, Cidade do México, Manilha, Beijing, Madras e Xangai apresentam queda de 10 a 15 metros cúbicos em suas reservas aquíferas.

Paulo Davim citou a 5ª edição do hotsite Águas de Março 2011 da Agência Nacional de Águas (ANA) que contém informações sobre o Atlas das Regiões Metropolitanas, sobre abastecimento urbano, dicas e exemplos de uso racional da água e calendário de eventos.

O senador potiguar afirmou que o atlas mostra que o grande desafio será garantir a sustentabilidade hídrica e urbana das principais cidades brasileiras, cuja previsão de crescimento demográfico é de 25 milhões de habitantes até 2025. “Isso porque haverá demanda em excesso, escassez de água e a necessidade de disciplinar seu uso”, enfatizou Davim.

Paulo Davim corroborou opinião da ANA sobre a necessidade de maior planejamento das autoridades federais, estaduais e municipais para dirimir conflitos de uso dos recursos, danos causados pelo excesso de água e aplicação de técnicas para melhor aproveitamento do recurso hídrico.

Nenhum comentário:

Postar um comentário