O líder do PMDB na Câmara Federal, deputado Henrique Eduardo Alves, afirmou nesta terça-feira (4) que o partido acatará decisão da presidenta Dilma Rousseff de transferir para depois da posse do novo Congresso a discussão sobre a partilha de cargos do segundo escalão.
Com um discurso de conciliação, Alves cobrou “diálogo” e “respeito” do Planalto e avisou que o PMDB não irá se “acotovelar”em busca de mais espaço no governo.
“Já viramos a página da discussão do primeiro escalão, todos sabem que o PMDB – não há porque negar – perdeu substância, mas somos governo hoje e não vamos nos acotovelar em busca de espaço no governo”, afirmou Alves.
A cúpula peemedebista se reuniu no apartamento funcional que é ocupado pelo vice-presidente da República, Michel Temer, enquanto a reforma no Palácio do Jaburu não é concluída.
Além de Henrique e Temer(foto), participaram do encontro o presidente do Senado, José Sarney (AP), o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL), e o presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO).
A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, também acompanhou as negociações.
Recado ao Planalto
Ao final do encontro na casa de Temer, Henrique Alves foi escalado para anunciar o resultado do encontro e não perdeu a oportunidade de passar um recado ao Planalto, ao afirmar que o PMDB havia definido uma “pauta prioritária” a ser debatida na volta do Congresso.
O reajuste do salário mínimo foi citado por Alves como um tema a ser debatido com a equipe econômica do governo.
“Queremos discutir o salário mínimo. Queremos que a área econômica nos convença desse valor. Poderá nos convencer ou ser convencida de outro valor. Isso se dá de forma democrática, discutindo”, afirmou Alves.
Apesar de afirmar que o PMDB irá debater com a equipe econômica o futuro reajuste do salário mínimo, o líder do PMDB negou que o convencimento do partido estará relacionado ao número de cargos que ocupará no segundo escalão: “Uma coisa não está relacionada à outra”, disse Henrique.
Fonte: Portal G1




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