Quem esteve neste sábado(5) em Natal foi o ex-presidente dos Estados Unidos William Jefferson Clinton, ou simplesmente Bill Clinton.
Clinton é aquele que quando exercia o cargo de presidente dos Estados Unidos se envolveu com uma estagiária, Monica Samille Lewinsky, chegando a fazer sexo oral com ela na sala oval da Casa Branca, o que lhe rendeu um processo de impeachment. Mas foi inocentado.
Pois bem, Clinton veio a Natal para as comemorações dos 30 anos da UnP.
Ele proferiu palestra para cerca de 500 pessoas.
Em abril deste ano, Clinton aceitou o cargo de chanceler honorário da rede internacional Laureate Universities, que congrega instituições privadas de ensino superior em 21 países na Europa, Ásia e América do Norte, da qual a Unp faz parte.
Os desafios do século XXI, desenvolvimento da educação superior, avanços científicos, combate à Aids e outras doenças como malária e tuberculose, políticas de redução da desigualdade social, economia e política mundial.
Esses foram alguns dos temas discorridos por Bill Clinton durante cerca de 50 minutos, em que ele focou principalmente no estímulo aos aspectos positivos da interdependência global e no universo de oportunidades que os jovens têm acesso na atualidade.
Sempre num tom otimista e instigante, Clinton destacou o período propício que o Brasil está atravessando, com grande desenvolvimento não só na economia, como também na política. “A influência do Brasil para nossa época é crescente”, afirmou o ex-presidente americano.
Um dos pontos altos da palestra foram os elogios aos programas brasileiros que reduzem as disparidades sociais, como o Bolsa Escola, que segundo ele, permitiu um índice de 80% de freqüência das crianças na escola primária.
Clinton também mencionou a política brasileira de distribuição de remédios contra a Aids, que considera um modelo a ser seguido por outros países.
Desafios para a juventude
Um dos grandes desafios para os jovens, segundo Clinton, é como lidar com a grande quantidade de informações e situações peculiares e preocupantes em todo o mundo, como as tensões no Oriente Médio e o bloqueio israelense na Faixa de Gaza.
“Temos uma geração de jovens comprometida com a redução das forças negativas da interdependência global. O mais provável é que o século XXI venha a ser o mais fascinante, mas depende de vocês pensarem o que fazer para contribuir para que possamos viver num mundo melhor”, enfatizou.
O ex-presidente defendeu o compartilhamento de informações a nível global como uma das saídas para o enfrentamento dos maiores problemas mundiais, destacando a desigualdade social, a instabilidade diante de questões como o terrorismo e a crise econômica.
Para ele, a esperança do século XXI é a paixão mundial das pessoas que se envolvem com Ongs, citando como exemplo as doações para o Haiti após o terremoto ocorrido no início de 2010.
Para Clinton, as pessoas devem acreditar na construção das forças positivas e na redução dos aspectos negativos da interdependência. “O que vai mudar o mundo são as microsoluções que geram macrosoluções”, previu. E acrescentou: “todos podem pensar em contribuir”.




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