Foto: Agência Câmara
Em pronunciamento nesta segunda-feira(15) no plenário da Câmara Federal, o deputado Felipe Maia(foto), destacou as perdas que o Rio Grande do Norte sofreu nos últimos anos.Ele citou a paralisação das obras da Alcanorte e a refinaria da Petrobras.
O deputado ainda cobrou ações eficazes dos governos federal e estadual para retomar o crescimento da região.
Felipe sugeriu a retomada do projeto da Alcanorte que está parado há mais de trinta anos e pode impulsionar a economia do estado.
Segundo o parlamentar, atualmente o mercado interno importa a barrilha - matéria-prima usada na produção de vidro, tintas e sabão - de países como China, Rússia e Índia.
Para o deputado, o governo federal, por meio da Petrobras, deveria se associar ao projeto da Alcanorte para retomar a construção da planta de produção da barrilha.
“A fábrica da Alcanorte seria capaz de produzir trezentas mil toneladas de barrilha por ano, quase metade do que o Brasil consome. Imagine a quantidade de empregos que estamos exportando, simplesmente porque a obra da fábrica foi paralisada”, enfatizou o parlamentar do DEM.
RN andou para trás
Felipe Maia ressaltou que muitas promessas de obras estruturantes e investimentos foram feitas para o RN. No entanto, disse ele, a população ainda aguarda as ações prometidas pelo governo federal.
“O RN andou para trás nos últimos sete anos, principalmente no que se refere à qualidade dos serviços públicos essenciais, como saúde e educação e a atração de grandes projetos privados ou públicos para o estado. Por descaso do governo perdemos a refinaria de petróleo para Pernambuco e a construção do aeroporto de São Gonçalo do Amarante anda a passos lentos”, observou o deputado.
Felipe apresentou dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Ministério do Planejamento (Siafi), que apontou o investimento feito pelo setor público em obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) no estado.
Segundo esses dados, dos R$ 9 bilhões anunciados pelo governo federal, apenas R$ 610 milhões foram aplicados, ou seja, 6,7% do prometido.
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