Na realidade, neste momento, com certeza mesmo, ninguém, nenhum partido, está sabendo pra onde vai.
O PMDB sabe? Não sabe. Garibaldi quer levar o partido pra um lado (o lado de Rosalba); Henrique quer levar para o outro – o lado de Iberê.
O PSB sabe? Não sabe. O vice-governador Iberê afirma, com firmeza, que, se mantém candidato; que não abre, que tem disposição pra enfrentar a campanha. Contudo, não esconde: Na hora do pega pra capar, a prioridade vai ser a sua saúde. Isto é: a defesa da vida.
O PT, pelo seu comando, se dispõe a marchar com Iberê, mas também não pode ter certeza de nada, enquanto nas bases vozes começam a se manifestar levantando a bandeira nova de Carlos Eduardo.
O PR não é diferente. Por seu presidente, João Maia, já esteve muito mais seguro, apesar das defecções, previamente anunciadas, de Vivaldo, Ronaldo e Zé Lins. Hoje, além das defecções, a dúvida salta na cara.
Olha-se pra todos os lados e não se vê ninguém sabendo, com certeza, pra onde vai.
Tiro o chapéu para a prefeita Micarla de Sousa. Apesar de provocada, ficou na dela – olhando a água passar. E, certamente, vai continuar até que vislumbre no horizonte a última gota.
Poder-se-ia dizer que Wilma, Zé Agripino, Rosalba, Carlos Eduardo estão com seus caminhos definidos.
Mas, não estão. Eles podem até ter os seus caminhos – digamos – “delineados”; não definidos.
Até as convenções, tudo será incerto, inclusive as próprias definições já anunciadas. O que tem de certo é que, a partir de quarta-feira, dia 31, o processo, a nível de governo, terá um novo coordenador – Iberê Ferreira de Souza.
O que pode acontecer? Só Deus sabe.
*Comentário do jornalista Paulo Tarcísio Cavalcanti, publicado na sua coluna, no jornal Metropolitano, edição deste final de semana.
Nenhum comentário:
Postar um comentário