Fotos: Divulgação
Temer, Sarney e Henrique de "terrores"
O senador Pedro Simon bota a boca no trombone e solta os cachorros contra o PMDB.
Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo(Estadão) nesta terça-feira(21), Simon acusa as lideranças do PMDB de se deixar cooptar em troca de "vantagenzinhas" e "favorzinhos".
Descrente do futuro do partido, o ex-governador do Rio Grande do Sul diz que "é um crime o que estão fazendo com partido".
Ele cita nominalmente as lideranças na Câmara (Michel Temer, presidente da Casa; Henrique Eduardo Alves, líder da bancada), no Senado (José Sarney, presidente da Casa; Renan Calheiros, líder do partido) e no governo (Geddel Vieira Lima, ministro da Integração; Edison Lobão, Minas e Energia). "São uns terrores", desabafa Pedro Simon.
De acordo com Simon, o partido foi cooptado primeiro por Fernando Henrique Cardoso depois por Lula em troca de "favorzinhos" e "vantagenzinhas". "Porque nenhum partido tem interesse de ver o PMDB crescer", diz o senador.
“Nós não conseguimos nos livrar de um comando partidário que não tem espírito público, não tem espírito partidário, não tem a responsabilidade para ocupar os cargos. Hoje a imprensa noticia - e é uma vergonha - que o PMDB é uma interrogação: quem dá mais? E ninguém sabe se é o PT ou o PSDB que vai ganhar a Presidência, mas todo mundo diz que já sabe que o PMDB vai estar no governo, seja com quem for.”, afirma Pedro Simon.
Segundo Simon, o PMDB não faz Convenção. “Na última eleição, não tivemos coragem de fazer Convenção. Nem apoiamos o Lula, nem apoiamos o Alckmin. Se fizéssemos Convenção, poderíamos ter uma candidatura própria. O PMDB não tem condição de fazer, de agir”, frisa o senador.
E dispara: “Quem é que manda no Rio Grande do Norte? O líder da Câmara (deputado Henrique Eduardo Alves) faz o que quer e o que não quer. Quem é que manda na Bahia? É o Geddel. São pessoas que têm cargo, vantagens, distribuem uma série de coisas no sentido de manter suas estruturas. Então, por exemplo, a CPI da Petrobras. Quem é que vai ser indicado para participar? Pessoas que estão ali, acomodadas, ganhando vantagens, essa coisa toda”.
Indagado pelo Estadão se tem esperança que esse quadro mude, Simon respondeu: “Não tenho. A curto prazo não tenho. Lamentavelmente. As bases têm disposição, vontade, garra, mas o comando... é um crime o que eles estão fazendo com o partido”.
- Eles quem? Pergunta o Estadão:
Simon - O presidente do Senado (José Sarney, senador pelo Amapá), o líder da bancada na Câmara (Henrique Eduardo Alves, deputado pelo Rio Grande do Norte), o líder do PMDB no Senado (Renan Calheiros, senador por Alagoas). Esses são uns terrores. O Jáder (Barbalho, deputado pelo Pará), que agora é eminência parda na Câmara, esse Geddel (Vieira Lima, ministro da Integração Nacional), o ministro de Minas e Energia (Edison Lobão). Esse grupo que está aí.
Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo(Estadão) nesta terça-feira(21), Simon acusa as lideranças do PMDB de se deixar cooptar em troca de "vantagenzinhas" e "favorzinhos".
Descrente do futuro do partido, o ex-governador do Rio Grande do Sul diz que "é um crime o que estão fazendo com partido".
Ele cita nominalmente as lideranças na Câmara (Michel Temer, presidente da Casa; Henrique Eduardo Alves, líder da bancada), no Senado (José Sarney, presidente da Casa; Renan Calheiros, líder do partido) e no governo (Geddel Vieira Lima, ministro da Integração; Edison Lobão, Minas e Energia). "São uns terrores", desabafa Pedro Simon.
De acordo com Simon, o partido foi cooptado primeiro por Fernando Henrique Cardoso depois por Lula em troca de "favorzinhos" e "vantagenzinhas". "Porque nenhum partido tem interesse de ver o PMDB crescer", diz o senador.
“Nós não conseguimos nos livrar de um comando partidário que não tem espírito público, não tem espírito partidário, não tem a responsabilidade para ocupar os cargos. Hoje a imprensa noticia - e é uma vergonha - que o PMDB é uma interrogação: quem dá mais? E ninguém sabe se é o PT ou o PSDB que vai ganhar a Presidência, mas todo mundo diz que já sabe que o PMDB vai estar no governo, seja com quem for.”, afirma Pedro Simon.
Segundo Simon, o PMDB não faz Convenção. “Na última eleição, não tivemos coragem de fazer Convenção. Nem apoiamos o Lula, nem apoiamos o Alckmin. Se fizéssemos Convenção, poderíamos ter uma candidatura própria. O PMDB não tem condição de fazer, de agir”, frisa o senador.
E dispara: “Quem é que manda no Rio Grande do Norte? O líder da Câmara (deputado Henrique Eduardo Alves) faz o que quer e o que não quer. Quem é que manda na Bahia? É o Geddel. São pessoas que têm cargo, vantagens, distribuem uma série de coisas no sentido de manter suas estruturas. Então, por exemplo, a CPI da Petrobras. Quem é que vai ser indicado para participar? Pessoas que estão ali, acomodadas, ganhando vantagens, essa coisa toda”.
Indagado pelo Estadão se tem esperança que esse quadro mude, Simon respondeu: “Não tenho. A curto prazo não tenho. Lamentavelmente. As bases têm disposição, vontade, garra, mas o comando... é um crime o que eles estão fazendo com o partido”.
- Eles quem? Pergunta o Estadão:
Simon - O presidente do Senado (José Sarney, senador pelo Amapá), o líder da bancada na Câmara (Henrique Eduardo Alves, deputado pelo Rio Grande do Norte), o líder do PMDB no Senado (Renan Calheiros, senador por Alagoas). Esses são uns terrores. O Jáder (Barbalho, deputado pelo Pará), que agora é eminência parda na Câmara, esse Geddel (Vieira Lima, ministro da Integração Nacional), o ministro de Minas e Energia (Edison Lobão). Esse grupo que está aí.

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